Diario alternativo de um CoFe específico, nada aqui é literal, ou tudo é, bem vindos ao meu diário público.
terça-feira, 25 de junho de 2024
Un Segnale
sexta-feira, 21 de junho de 2024
Re-Amar, literalmente.
A fumaça enche a sacada de um protagonista que odeia cigarro, depois de muito tempo sem escrever, estou aqui de volta, talvez porque faz muito tempo que não amo.
De volta à cidade depois de 3 anos de reclusão, o céu ainda é cinza, o ar ainda cheira a dinheiro e o vento ainda é frio. Depois de meses de adaptações turbulentas e relações tão falsas quanto os lagos do parque Ibirapuera, parece que alguma coisa real chegou à cidade. Vamos chamá-lo de Dr. Who.
Dr. Who é um cara lindo e doce, que conheço incrivelmente há 3 anos, desde que saí da cidade. Quando começamos a conversar, parecia que alguma coisa apaixonante e linda nascendo. Aprendi a cantar a música "Your Man" só para impressioná-lo, principalmente por causa da letra: uma, porque ele é o homem dos sonhos, outra, porque a musica diz o quanto me moveria só para ser dele. Como sempre, fui a um karaokê, gravei a música e mandei, sem dizer nada! (Na minha cabeça musicas, sinais, letras e entrelinhas falam por si só). Como resposta, ele me mandou minha música preferida do Elvis, cantando no chuveiro, e quase sem querer me disse que ele "Can't help falling in love with me”.
Não que eu precisasse de algo além do sorriso dele para me apaixonar, mas conversávamos sobre tudo, o tempo todo, sobre sonhos, a vida e o passado. Eu tinha acabado de perder Alguém muito especial para o câncer, e ele era uma companhia digital maravilhosa, onde conversávamos o dia todo, quase que uma relação por EAD.
Ver ali um cara tão perfeito, e saber que eu estava ainda tão quebrado e precisando de um tempo, sem um emprego e sem rumo, sem condições de ser o homem que eu acreditava que ele precisava, e que eu precisava ser para mim, me fez manter aquilo só pela conversa no Instagram (afinal eu nunca fui bom nem em cursos a distância, quem dirá em relações).
Eu disse a ele que acreditava em amor e no destino, e que, se ele fosse meu amor, o destino nos colocaria na mesma cidade. Naquele momento, Dr. Who terminava medicina Fora do País e atendia em um hospital na Bahia. Eu me recuperava embaixo das cobertas em posição fetal na casa da minha mãe, no Espírito Santo. E como algo sobrenatural, o Espírito Santo me salvou.
Voltei a São Paulo com uma proposta inusitada de trabalho. Dr. Who, nesse momento, mudava para o Canadá, onde iria tentar um novo amor. Eu o apoiei, e desenvolvemos uma amizade (por que não?).
Em troca de conversas e apoios, Dr. Who terminou o relacionamento. Em uma escala em São Paulo, sem conseguir voo para a Bahia, aonde precisava retornar, lembrou-se de mim e me ligou pedindo ajuda para um hotel. Eu o convidei para que ocupasse meu sofá até que pudesse ir (por que sim?).
Destino ou não, acordei em uma sexta-feira fria, quase como uma Carrie Bradshaw tupiniquim, sem uma coleção de Manolos e com um medo: será que esse contato não me traria algum tipo de retorno de sentimentos? Como me comportaria se esse amor voltasse e eu tivesse que consolar ele, e assistir ele usando outros corpos para superar o ex?
Fiz café da manhã para minha visita que logo chegaria. Ele chegou e eu saí, afinal, esse era o combinado: ele estudaria e eu trabalharia até tarde. À noite, chego em casa e ele está aqui, cheio de chocolates e com uma cara bem melhor. Fomos para onde? Um karaokê. Lá coloquei a música que ensaiei dias para cantar para ele há três anos, mas sem dizer que era para ele.
Este lugar especial para mim é um Karaoke na liberdade, onde o público tem mais de 60 e muito mais calor que o resto de São Paulo, começa a tocar um bolero e todos dançam em casais, pego a mão do Dr. Who e o coloco no meio da pista, todos aplaudem minha coragem, e então dançamos, bebemos, rimos, cantamos.
Dr. Who canta com uma mistura de Calum Scott, com o fogo do Elvis e um rosto de anjo. Uma senhorinha dava em cima de mim e encostava nas minhas pernas (eu tenho pânico de contato fisico com estranhos). Brincando, pedi para ela sair porque estava atrapalhando o romance, pisando para ele em um sinal de cumplicidade para me salvar da situação, ele me puxou para perto e ela entendeu. Rimos muito, porque não havia romance ali. Um garoto que conheci mandava mensagens como se tivesse trocado ele pelo meu novo(velho) amigo. Dr. Who pegou meu telefone e respondeu por audio que era meu amigo e que ele deveria me respeitar. Eu apaguei a mensagem e disse que não tinha compromisso nem devia explicações a ninguém.
Nessa hora, Dr. Who me segurou pelo rosto e me beijou, e como um clipe da Katy Perry, meu peito explodiu em fireworks que estavam guardados há três anos em uma gaveta bem escondida dentro de mim.
Não soltamos mais nossas mãos nem nossos lábios. Os olhos brilhavam como se tivéssemos de fato acontecido. Perguntei a ele quando a chave virou. Ele disse que quando me viu de terno, ele lembrou de quando se apaixonou. Eu disse que senti quando ele entrou pela porta.
Estranhamente, Dr. Who está de mudança para São Paulo e vai morar a duas ruas de mim. Será que o destino estava nos juntando? Será que depois de tudo que passamos, tínhamos encontrado um porto um no outro?
Fomos a outro karaokê. Dr. Who não queria entrar, queria vir para casa. Para onde fomos. Falei que dormiria no sofá, mas ele me segurou pelo braço e me jogou na cama. Essas marcas duraram uma semana, o tempo que ele levou para partir. A noite foi um sonho, e por aquelas oito horas, estivemos nas nuvens. Perguntei se ele tinha certeza e se não era muito rápido. Ele disse que tinha, mas poderia esperar, mas que poderíamos dormir ali, juntos, nus, prontos, no céu.
Mas a manhã seguinte trouxe Dr. Who para o chão. Ele mudou? Algo de errado aconteceu? Eu já não conseguia saber. Perguntei e ele disse estar meio apático, talvez pelo término, que precisava de tempo, mas que a noite foi ótima, me abraçando e me dando um tímido beijo na boca.
Fomos ao supermercado e ao parque. Ali, senti que ele estava estranho, distante, não tocava mais em mim. Falou horas no telefone em inglês com alguém do Canadá sobre o ex-namorado (o que seria de uma história de amor sem drama?). Saí de perto para dar privacidade. Ensinei a ele andar de skate, porque quando estou em cima do skate me sinto voando e queria tirar ele de novo do chão.
Durante essa semana, apesar de mais frio, continuamos dormindo juntos na cama. Ele sempre carinhoso, toques, cheiros. Cozinhei para ele e a comida ficou uma merda. Perdi a mão em todos os temperos.
Sou uma pessoa que sente muitas coisas, sinto tudo demais e acabo que nunca sei realmente o que estou sentindo. Será que eu estava mesmo apaixonado? Será que ele era só um amigo muito querido? Não sei. Minha psicóloga explicou uma vez que toda vez que uma boa cozinheira erra no tempero, se faltar tempero, está desiludida. Se sobrar, está apaixonada.
O fato é que o via triste e a única coisa que eu queria era que ele ficasse bem, como sempre quis desde que o conheci. A voz dele, como de todo médico, é calma, doce e ao mesmo tempo protetora. Na hora que eu ia trabalhar, meu querer mudava. Ali eu só queria voltar logo para casa.
Depois de um dia pesado de trabalho, voltei para casa morto. Mas ao chegar, fomos jantar no meu rodízio de japonês favorito. Eu esqueci a chave na porta, porque não sou muito ligado nessa terra, ou porque ainda estava nas nuvens. Ele me disse sorrindo: acho que o resto da vida eu vou ter que cuidar da chave. Eu sorri, e esse jantar salvou meu dia. Perguntei se ele ainda estava mal. Ele disse que não era comigo, estava com muita dor na coluna (eu também estava, porque a sexta deixou marcas, mas quem diria que o amor seria tão doloroso? Literalmente!). E à noite, como sempre, na mesma cama entre trocas tímidas de carinhos.
Chegou o dia dos namorados e comprei flores para ele. Foi difícil! Não queria comprar algo demais para ele não me achar um emocionado, nem nada para que ele não achasse que não me importo. Comprei lírios amarelos e flor mosquito, em um laço amarelo. Dentro, iria comprar algo romântico, mas preferi comprar algo atencioso. Comprei o chocolate que ele mais gosta e uma caixa de remédio para a coluna, que acabou melhorando. (Risos)
Por coincidência, três melhores amigos de Dr. Who estavam na cidade, aos quais me apresentou. Um deles nos conhecíamos há três anos, através de uma das minhas ligações por vídeo de Dr. Who da Bahia. Prometemos um porre juntos, como aconteceu. Noites mágicas, amigos mágicos, tudo perfeito, só que agora sem romance. Não conseguia questionar muito, tinha medo de pressionar ele. Trazer isso agora não seria bom, então me calei e respeitei seu espaço. Queria dormir no sofá, ou pelo menos em lados opostos da cama. Ele nunca deixou. Entre cuecas, nus e camisados, nossas roupas se misturaram pelo apartamento, como nossa nudez e meus sentimentos.
Conversávamos dias por horas, exatamente como se inicia um namoro. Para mim, amor não é uma tempestade emocional, é sim um acordo de cavalheiros. Se faz no sofá, não na cama, com pipoca, sinceridade e compromisso emocional. E assim fizemos amor a semana inteira, talvez a vez mais racional que fiz isso ao longo dos meus 38 anos.
Nessa altura eu não sabia mais o que ser, sou um amigo? Não sou? Contei para ele sobre construções de relações, e como a minha última (com o Pastor belga do texto anterior) foi feita de combinações, a que eu mais me lembro era a perna que combinamos que ele colocaria sempre entre minhas pernas para dormir, de forma a ter contato a noite, algo importante pra ele, e não me causar fobia, algo importante pra mim.
Fomos assistir filmes a noite, depois de hora de um trânsito entre amizade e cortejo, brincadeiras, as vezes parecia que existia um cadáver no ar por que eu já não sabia como me comportar, pensei, bem de fato ele não está bem e acredito que está se poupando, deitados na cama, ele coloca a perna no meio das minhas (será uma resposta?).
Chegou o dia de ir embora, e a única coisa que fazia sentido nesse turbilhão de emoções era que nunca fomos somente amigos. Talvez o garoto que eu tinha ficado antes do Doc estava certo nos ciúmes o tempo todo, ou talvez não.
Antes dele ir para o aeroporto, olhei para ele e disse: não vai deixar as flores que você mal agradeceu para trás, isso vai me machucar. Ele disse que levaria. Ri ali com a certeza de que algo tinha acontecido, mas sem saber o que. Perguntei o que me entalava a garganta toda a semana: o que está acontecendo entre nós?
Ele disse: sou muito grato por essa semana, você melhorou minha vida e foi um colo, mas eu ainda tenho sentimentos pelo meu ex. Ali decidi cortar relação com ele. Não faz sentido manter na minha vida relações indefinidas ou amores inacabados. Falei: seu Uber está chegando? Ele disse que sim. Eu disse: ótimo, desço com você. Troquei a roupa, desci, coloquei ele no carro e já entrei no carro atrás para ir para uma festa (que só me ajudou a não chorar em casa e me fez chorar na frente de estranhos), acho que não estava preparado para me envolver ainda, para amar ainda, pelo menos não ele.
Cheguei em casa e as flores que eu dei, estavam em cima da mesa, joguei no lixo! Elas não me enfeitavam em nada, decidi bloqueá-lo, cortar todas as relações. Passei a noite pensando em como conquistá-lo, reconquistá-lo, como costumava ser há três anos. Mas depois de muito pensar, que sentido faz conquistar alguém quando merecemos amor só por ser quem somos? Nenhum, não preciso mudar, disfarçar sentimentos ou intenções, quero alguém que me ame assim sem querer, como quem descobre que ama sorvete de pistache na primeira vez que experimenta, quero essa sensação.
E assim Eu acabei não curando meu coração com este médico, mas voltei a amar, a amar a mim mesmo, talvez pela primeira vez eu tenha sido minha melhor escolha, e quando eu for amar alguém, ele vai ter que me amar o tanto que eu me amo. E eu me amo, então decidi apagar esse cigarro, não só para tirar essa fumaça da sacada, que tá embaçando minha visão, mas para parar de fumar, e voltar a publicar no blog com este texto, que pode ser uma total ficção que só existiu na minha cabeça. Ou não. Literalmente.
quarta-feira, 15 de setembro de 2021
Eu ate quería voltar a ser.
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
Meu Primeiro Casamento
Acho que só hoje entendi a magia de uma cerimônia de casamento. Pela primeira vez, vi dois homens se casarem, e de fato, nunca entendi a emoção das pessoas durante um casamento, exceto no caso dos meus irmãos, pois significava que sairiam de casa. Pela primeira vez, participei de uma relação em que não me senti constrangido por não entender aquela relação ou por nunca ter feito parte daquilo, por não me encaixar no padrão heteronormativo, por não me ver naquele lugar, ou por fingir ser algo que eu não era. Isso me permitiu apenas sentir a celebração, sem escudos, sem capas, sem máscaras.
A forma como a sociedade nos obriga a esconder e a suprimir nossos sentimentos nos impede de vivenciar tantas coisas que a vida proporciona. Não nos ensinam a sentir nada. E eu? Eu nunca tinha sentido a magia de um casamento! E a sociedade não tem o direito de nos tirar isso. Hoje, eu entendi essa magia, essa sensação. Ninguém precisa dizer nada; existe uma egrégora nas tradições. O amor do casal transborda e circula entre as cadeiras, existe uma dança, um movimento. Era palpável, dava para ver em brilhos, cores e arrepios. É simplesmente emocionante, sagrado, como uma pílula do eterno, um ensinamento sobre o amor.
Hoje, minha concepção do amor mudou. Que pena que não assisti a um casamento livre antes. Aquele garoto que fui teria crescido com outras certezas, outros sonhos, e talvez teria conseguido viver em primeira pessoa, sentindo mais, vivendo mais e chorando menos. Acabo de entender que talvez eu nunca tenha amado, talvez nunca estivesse pronto para amar. O amor é tão simples, tão palpável, tão sentido, que consigo senti-lo, mesmo sem fazer parte disso, tendo conhecido o casal apenas ontem. De repente, toda a magia transborda em todos. Nos votos, eles se enlaçam, e todo sentimento vira água e escorre pelos olhos. Entendo por que toda a ciência trata emoção e sentimento como água, porque o que produzimos no meio do amor... O casamento é um pacto, um pacto de almas.
Os padrinhos tiram algo dos bolsos, acendem, e uma fumaça colorida envolve os noivos. Todo movimento, que aparentemente só eu podia ver, agora é visível por todos, seja pela fumaça, seja pela aliança. Eu choro enquanto toca "If I Ain't Got You". Obrigado, meninos.Obrigado meninos. o instagram dos noivos: @joaopmartins @leandromedice
Nota: Leandro Medice faleceu em maio de 2024, esse texto é em sua memória, Lê, de onde estiver, obrigado por dividir seu amor com todos nós, você não passou em branco na vida.
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Como superar sendo superado.
- Superei.
Eu tento algo enquanto sinto que possa funcionar, quando fica claro que ali é uma terra seca, que nada vai brotar, não adianta desperdiçar minhas sementes, recolho e mudo para outra terra, Pra que temos que esperar um tempo pra isso? Quem tem tempo é relógio, a vida está passando e o amor da sua vida pode estar agora descendo no metrô, sentado no bar da esquina da sua casa, entrando na sua academia ou comprando um livro na livraria que você frequenta. E você está ai pensando em quem não te quer... Eu nunca.
Como eu me sinto
Você mentiu,
Eu chorei,
Eu gritei,
Eu so não te odiei,
Eu não sei nem o quanto mentiu,
Eu não sei o quanto vai durar essa dor,
E só me resta escrever.
Voce mentiu por não saber,
Não saber o que tem valor,
Nem saber o que de fato é amor,
O amor que você deu para ele sem ter,
O ruim não foi você,
O prejudicado foi você,
Mais triste do que ser envenenado ,
É beber voluntariamente veneno,
que pensou ser mel,
Você me disse que deveria me vingar, você me vingou por você,
Você me enganou e
Sua cegueira enganou você.
Seu não saber o que é o amor,
Não deixou você ver que o amor,
Sempre esteve aqui,
E essa visão turva que você enxerga através da tela do celular,
Fez você não ver o quanto se envenenou,
Eu lutei para te curar,
Eu lutei por te mostrar,
Eu dei tudo que eu pude,
Aprende amor,
Aprende,
Aprende que não é ser ruim trair quem nos ama,
É ser suicida, por que quando se apunhala o coração que a gente mora,
Você se mata.
Pronto,
Você foi conto,
Agora é poesia.
Nota: Nunca tente salvar um lobo medroso, ele sempre vai te morder, e sem alguem pra te proteger, doi mais.
Bizarre Love

Quando eu descobri a minha tendência por me apaixonar por animais medrosos.
Sobre meninos e Lobos

Em todas as relações, existem dois polos, ying e yang, passivo e ativo, feminino e masculino, Gretchen e Rita Cadillac, Britney e Cristina, Jason e Freddy, a chapeuzinho e o lobo mau, e acaba que quase tudo corre para polaridade sexual, querendo ou não, sempre haverá que se definir em algum momento (ainda que por alguns instantes).
Um capuz que cobre por completo meu rosto tímido,
Minha cesta de doces,
Minhas boas intenções,
Ele alto,
Peludo,
Com grandes bigodes,
Esguio,
Com uma beleza estranha,
Selvagem,
O primeiro encontro se deu na selva,
Caça e Caçador,
O Lobo e Chapeuzinho,
As Mãos, tocavam,
As cabeças pensavam…
Jogo! Conquista…
Por que seu sexo fala tão alto?
Enquanto o meu, pisa de leve,
Para não chamar atenção entre as folhas (ou no asfalto),
Por que seu ouvido ouve tão alto?
Enquanto minha voz, tenta passar como sussurro,
Qual de nós tem mais medo?
Nessas duas semanas em que passeio por este bosque,
Sinto-me observado, cheirado, escutado…
Mas seus instintos, tão primitivos, tão animais, falam alto demais,
Ensurdecem seus sentidos,
Repelem minha atração, meu desejo sutil,
Mas aguçam a curiosidade,
a atenção,
Será que é possível abaixar o tom de um Lobo?
Será que é possível convencê-lo de não ser?
Sem regras, sem obrigações.
Chegamos em casa, abro a porta,
Vejo que ele por vezes se disfarça de inocente,
Para me fazer de presa…
Prepotência,
Nunca percebeu que embaixo do capuz vermelho não era uma menina frágil,
Pobre lobo, chapeuzinho, sempre foi o caçador."
Notas sobre como não se apaixonar

- Quando te conheci, e veio me ver de madrugada por que eu não conseguia dormir, e me levou no jardim secreto do parque para me fazer sorrir:
"Não subestimem o amor, ele as vezes aparece do nada, sem aviso, sem vontade, de madrugada ou de manhã, em um abraço, ou em um jardim... Mas não se enganem com o amor, ele é como a magia e sempre vem com um preço..."
Quando te li:
"Eu uma pergunta pra ele uma questão;
Eu um conto, ele uma conta,
Ele exato, eu humano,
Ele linha, eu curvo,
Entre diretas, nenhuma certeza...
Ele traço, eu aquarela,
Ele novo, eu novela....
Eu argumentos, ele decisão.
Eu relativo ele confusão. "
Quando fugi:
"Eu venho ficar comigo, e penso em você, me desligo, mas você me ligou, escrevo, mas até o caderno tem um J, o papel que era para ser só meu, também é seu. Obrigado por me devolver eu, alguém me levou de mim em alguma hora... e você me ajudou a achar o caminho de volta também."
Quando mentiu:
"Sabe daquelas histórias que você se recusa a acreditar que dará certo?
Por trauma ou intuição,
Você só vê nãos... Mas entre mãos, braços, pernas e abraços...
Surge uma flor no meio do concreto,
Será eu uma exceção?
Será que onde não aparentava haver compromisso existe o amor?
Será que por dentro de uma casca grossa existe o conforto de um amor protegido...
Engano.
Quem desdenha, desdenha.
Quem não te respeita, não se protege, te agride.
Quem você sente que pode te machucar,
Provavelmente vai.
Tente, viva, se permita, mas feche o mais rápido possível os ciclos que nunca irão girar, eles não vão."
Quando te escrevi:
"Eu tenho uma forma minha de guardar o que eu sinto,
Eu escrevo,
Escrevi tantas coisas sobre você que você não vai ler nunca, talvez, nem vá ler isso... Eu tentei esquecer, deus como tento(ei)!
mas eu sempre pensei nas nossas contradições,
Em como seria o seu jeito bruto de ser cuidadoso,
E no meu jeito histérico de cuidar...
Como seriam as manhãs, as rotinas, seu mal humor crônico, mesmo nas melhores piadas,
Seu jeito de me fazer rir te chamando de idiota...
Meu jeito de te ensinar a amar sendo tonto...
O quanto te irritava eu ser certinho, e o quanto me atraía você ser o cara mau... mesmo bom.
Nos temos ou tínhamos um jogo,
Você de fato era o caçador.. e eu a presa.
E a gente adorava isso...
Eu adorava todas nossas contradições...
Como percebia que vc não gostava dos meus amigos...
Como percebi que isso não importava por que eu gostava de você.
Como tudo acabava quando eu me encaixava em você, todas contradições, todas diferenças... e só sobrava nos dois.
Um ar o outro fogo,
Um escrita o outro lógica,
Um sentimento o outro razão...
E eu só não sei o que fazer com isso...
então te transformo em texto."
Quando desisti:
Na próxima, usar:
- filtro solar no parque;
- repelente no jardim;
- almofadas na bunda;
- óculos no coração;
- não nos nãos;
- pontos finais em textos.
PS.: nunca desista das aspas.

