Mostrando postagens com marcador sexo desprendido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sexo desprendido. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

De volta a noite.. Parte I




Antes que esqueçamos de como faz sexo ou outras coisas… Na ultima noite, em nome da ciência [in case - literatura] , I got served a little bit too much of that poison, baby. Last night, I did things I'm not proud of and I got a little crazy, e agora eu nem lembro o meu sobrenome… mas do que se pode lembrar, segue abaixo.

Doralice estava um pouco deprimida, precisava sair, logo.. vamos para a nova boate "do momento", chamada Royal Clube, ela se envolve um pouco demais, e assim como a maioria das pessoas, demora para perceber quando ele não esta mais afim, quando é só uma noite, quando não vai ser um relacionamento… 

E a noite começou na mortalidade.. é incrível como nesta ilha se deixarmos de sair um ano todas as pessoas te esquecem como em um piscar de olhos… De volta as filas imensas das boates, sim, perdemos quase que instantaneamente o livre acesso às entradas vip's (nada que não recuperemos com 2 meses de saídas, mas ser mortal cansa, e embriaga).

A única forma de agüentar uma hora de fila antes do evento é… bebendo.. e assim foi.. pessoas interessantes estavam ali [certo que algumas só passaram por ali, pois não precisavam enfrentar fila] o grupo de garotas recém-solteiras, que vão pegar todos, o grupo de caras bombados prontos para pegar todas, que provavelmente não vão pegar ninguém, os caras barrigudinhos e com dinheiro, que vão pegar todas as "interessantes" que entraram sem enfrentar fila antes da gente, e... nós, os recém re-convertidos a noite! 

Converter-se é mudar de caminho, retornar, voltar ao rumo anterior, sim, este era nosso objetivo, nós temos mais que vinte anos, e temos mais de mil perguntas sem respostas, e provavelmente estamos ligados num futuro blue.

Dora aproveitou os últimos minutos onde caberiam conversas e desabafos e refletiu sobre os envolvimentos, como nós, meros mortais, sempre pulamos de cabeça e acabamos sentando a cara na parede… 

Meia hora mais tarde… Arriba, abajo, al centro y adentro! Uffa, solteiras mais solteiras, gordinhos menos gordinhos, bombados mais bombados,  carentes mais felizes, todo mundo um pouco mais interessante e o ambiente definitivamente mais quente…rs… Arriba, abajo, al centro y adentro! E logo parece que saímos de um clipe de katty Perry… Yes we have fireworks, graças ao Cuervo.

sábado, 14 de maio de 2011

Acordar em cama de solteiro.

Depois de uma certa idade deixamos de fazer certas coisas.. Sexo em cama de solteiro, por exemplo, tomar porres de cerveja e freqüentar festas com entrada franca…  Mas como sou contra qualquer recusa, lá estava eu, em uma festa estranha com gente esquisita… Universidade Federal, não agüento mais birita, quem diria que o campus se transformava a noite em Rave, Boate, centro cultural, era como se a qualquer momento fosse encontrar  Bob Marley e Che andando por ali.

Pessoas de vinte e poucos anos, bem poucos, acredito que quase ninguém ali chegava a ter os vinte anos de verdade… quando, de repente,  ouvi  "'ll tell you what I want, what I really really want, So tell me what you want, what you really really want, I wanna, I wanna, I wanna, I wanna, I wanna really really really wanna zigazig ha. " seguida de um grito...

Cristiane F. - Uhuuuu… essa musica marcou a minha infância!!! 
Eu - Quantos anos ela tem?
Vanessa - 18.
Eu - Precisamos sair daqui. 

Eu precisava sair de perto dela, não sei se por ela estar chapada e chata, ou  por ter um acompanhante emo, ou simplesmente porque me incomodava o fato que em 1993, quando Spice girls invadiram o planeta gritando "I WanaA", ela era só um feto, e eu... dane-se o que eu era em 1993. 

Como se não fosse o suficiente, ainda veio aquele momento "Ta tudo errado na minha vida", e isso aconteceu quando me perguntaram que curso eu fazia, confesso que me  caiu como um elogio, afinal tinha aparência de 2.0, mas eu só consegui responder… nenhum, eu não estudo aqui.

Mas nem tudo foi desastre, nessas festas encontramos pessoas bonitas (no meio de aberrações), pessoas normais, como nós, da nossa idade, alguns que ainda não sabem que tem a nossa idade, outros que também foram experimentar um prazer diferente, como cerveja por R$ 2,50 ou pessoas por muito menos.

Logo, se está na cidade, sem dinheiro, sem vida sexual e sem dançar, não há motivos para ficar em casa, se dirija a Universidade Federal mais próxima. Agora se você, como eu, ganha mais que alguns salários mínimos, já passou da fase de experimentar drogas e sexo inseguro… Vá para Royal, se sentirá melhor ainda que a bebida, o sexo ou as drogas [para aqueles que não conseguiram só experimentar] sejam mais caras .

E a noite se resumiu em cantadas baratas, risadas contínuas, porre de brama e R$ 20,00 bem gastos, algo que não acontecia desde que eu também estava na faculdade, foi bom voltar, mas melhor foi acordar e perceber que eu voltei, fui a festas liberadas, tomei porre de cerveja e acordei aqui, na minha cama de casal.. porque cama de solteiro, não mais.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Doenças, transmissíveis ou não…

Qual a reação de qualquer pessoa normal quando descobre que alguém muito, muito próximo está seriamente doente? Procurar todos os médicos possíveis para fazer todos exames existentes a fim de encontrar todas as doenças impossíveis, porque todos nós achamos que, ainda que sem qualquer contato físico, ou que não se passe através do mero contato físico, adquirimos de alguma forma psicossomática a enfermidade em questão.

E comigo foi exatamente o que aconteceu, mais ou menos nessa ordem: Dor nas costas; vai ao médico; ortopedista; vai à outro; raio-x; tem que ser ultra-som; melhor tomografia; Faz ressonância; contraste deu enjoo; engole o vomito porra!; Pode ser câncer; CÂNCER? É Câncer, FUDEU!
E assim, fuderásticamente, se descobre o maldito, é claro que de uma doença se tira várias coisas, positivas ou negativas, mas aqui não é momento auto-ajuda, então.. E la vamos nós! Descoberto o câncer, se inicia uma bateria de exames, no doente, e em mim, sendo vários deles verdadeiramente constrangedores, a citar:

Urologista:
-       Qual o problema meu filho?
Eu:
-       Câncer doutor, no testículo;
Urologista:
-       Vamos examinar…
-       Não estou achando nada… Quais foram os sintomas?
Eu:
-       Na verdade nenhum doutor, desde que um amigo meu descobriu câncer no testículo eu to sentindo um incomodo  I-N-S-U-P-O-R-T-Á-V-E-L que mal consigo andar;
[aperto seguido de dor, leia-se: D-O-R]

Ele me dispensou depois disso, acredito que até hoje ele pensa que eu só fui la para ele pegar as minhas bolas, juro que não! Realmente estava sentindo o incomodo, até apertarem meu saco [porra].

Logo após cessar a dor nos testículos[disse testículo em uma tentativa, acredito que frustrada, de elevar o nível do texto],  descobri um caroço logo acima do meu esofago, por meio do google descobri que o Câncer nessa região é o mais mortal, marquei no outro dia um gastro (médico que analisa a parte mais próxima do esofago que eu consegui) e assim descobri (e vocês que estão se apalpando descobrirão também) a ponta do meu externo(osso que liga as costelas).

Depois da paranóia inicial, vamos ajudar quem realmente está doente, essa parte já foi mais complicada, assim:
-       - Quimioterapia, vou vomitar! [doente]
-       - Não vai ser a primeira vez, pelo menos não é por vodka! [Eu]
-       - Choro [Doente]
-       - Abraços [Todos nós]
[Dor de cabeça, dor nas pernas, cansaço]
-       - Gente, deixa ele sentar, ele não ta bem! [doente, falando de mim]

Dar apoio nesse momento envolve várias coisas, inclusive não falar que “seus sentimentos que trouxeram a doença”, além de ter que enfrentar tudo [quimio, enjoo, vomito, dor muscular, rosto amarelado e boca branca] a pessoa ainda tem que pensar que aquilo é culpa dela? Não! É demais, mas é claro que não é fácil saber o que dizer nessa hora, eu, resolvi fazer o que eu achava necessário, da minha maneira, que foi:




Eu:
- Rosangela, tem horário para hoje?
Ro:
-  Para fazer o que?
      Eu:
      - Raspar tudo.
      Ro:
      - Mas porque menino? Ta doido? Revoltou?
      Eu:
      - Mais ou menos, rs, vou precisar enfrentar a quimioterapia.

[Ela quase chorou, eu chorei, depois, pelo câncer e pelo meu cabelo]

[telefone]