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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Confusos(as) Vs. Complicado(as)

Existem vários tipos de pessoas no mundo, até aí tudo bem, o problema acontece no momento em que duas pessoas diferentes decidem dividir o mesmo espaço, se este espaço for a cama, por incrível que pareça pode até ser bom, mas se não for… surge a questão: Sexo bom, interesses opostos.. Funciona?

Entre mulheres e homens encontramos duas diferenças básicas, mulheres nunca dizem sim, homens nunca dizem não. Repare, um homem nunca diz que não está a fim de você, para ele é mais fácil deixar você esperando a ligação no dia  seguinte,a resposta do email confuso que você acabou de enviar, ou dos 30 torpedos que encaminhou avisando do email, e o explicando. Por sua vez, uma mulher, ao invés de dizer que sim, que quer, que adorou, fica o "pós-sexta-feira" inteiro sentada ao lado do telefone esperando um sinal, a resposta do email, ou de um dos milhares torpedos que enviou [claro que homens e mulheres é uma forma de classificar, pois existem homens cheios de não's e mulheres cheias de sim's].

Existem outras diferenças que é comum entre pessoas, eu costumo classifica-las em Caças-Palavras e Palavras-Cruzadas, pessoas Palavras-Cruzadas são confusas, te deixam confusa(o), o que tem ali são somente espaços para que você preencha e no fim você nunca vai ter a certeza que colocou ali a palavra certa, os espaços serão preenchidos com o que você espera que seja,  essas pessoas não dizem não nem sim,  elas deixam lacunas para que você mesmo(a) descubra, essas pessoas são interessantes, tomam bastante do nosso tempo, e geralmente são aqueles que recebem milhares de email e torpedos… pessoas Caças-Palavras são menos intrigantes, mas muito mais divertidas, no começo é tudo muito complicado, você vê várias letras soltas que parecem não fazer o menor sentido, mas basta um pouco de sagacidade, paciência e boa vontade para encontrar as primeiras pistas, e depois que você as vê percebe que tudo sempre esteve ali [como porta bandeira do jogo], e tem certeza do que está escrito, não resta dúvidas ou dívidas, depois de desvendadas descobrem-se muito mais fáceis e leves que as eternas interrogações das palavras cruzadas. 

Claro que obviamente todas as pessoas sem seus "sim's" são totalmente atraídas pelas pessoas que possuem "não's" impronunciáveis… será que os opostos se atraem mesmo então? Acredito que isso possa acontecer na cama, nos primeiros meses, mas e depois? Depois ou se revela aquilo que foi suposto ou estamos fadados a relacionamentos complicados, ou confusos, mas não me perguntem como sair de uma confusão.

Enfim, cada um decide o que pode aguentar [literalmente] pois possuímos no mundo pessoas para todas as línguas e tamanhos, acima de tudo precisa haver o encaixe, mas quando há o encaixe e não existe frequência, sintonia? E sintonia sem T? E sintonia e T sem interesse?

Certas perguntas não possuem resposta… Certo é que há pessoas que dormem na cama com os pés para cabeceira, pessoas que giram na cama a noite inteira, pessoas que comem na cama enquanto outros, detestam comer[ou que outros comam] em suas camas[ou em outras camas]… 

Bom seria se todo mundo viesse com um memorial descritivo, mais ou menos assim: Nome/Sobrenome - Como sorvete na cama, Durmo feito um relógio de ponteiros, me considero um caça-palavras e estou aprendendo a falar os sim's e não's, simultâneamente e bem devagar [tenho queda por "palavras cruzadas" mas prefiro aquelas que quando se vira de cabeça pra baixo encontra-se as respostas]. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Doenças, transmissíveis ou não…

Qual a reação de qualquer pessoa normal quando descobre que alguém muito, muito próximo está seriamente doente? Procurar todos os médicos possíveis para fazer todos exames existentes a fim de encontrar todas as doenças impossíveis, porque todos nós achamos que, ainda que sem qualquer contato físico, ou que não se passe através do mero contato físico, adquirimos de alguma forma psicossomática a enfermidade em questão.

E comigo foi exatamente o que aconteceu, mais ou menos nessa ordem: Dor nas costas; vai ao médico; ortopedista; vai à outro; raio-x; tem que ser ultra-som; melhor tomografia; Faz ressonância; contraste deu enjoo; engole o vomito porra!; Pode ser câncer; CÂNCER? É Câncer, FUDEU!
E assim, fuderásticamente, se descobre o maldito, é claro que de uma doença se tira várias coisas, positivas ou negativas, mas aqui não é momento auto-ajuda, então.. E la vamos nós! Descoberto o câncer, se inicia uma bateria de exames, no doente, e em mim, sendo vários deles verdadeiramente constrangedores, a citar:

Urologista:
-       Qual o problema meu filho?
Eu:
-       Câncer doutor, no testículo;
Urologista:
-       Vamos examinar…
-       Não estou achando nada… Quais foram os sintomas?
Eu:
-       Na verdade nenhum doutor, desde que um amigo meu descobriu câncer no testículo eu to sentindo um incomodo  I-N-S-U-P-O-R-T-Á-V-E-L que mal consigo andar;
[aperto seguido de dor, leia-se: D-O-R]

Ele me dispensou depois disso, acredito que até hoje ele pensa que eu só fui la para ele pegar as minhas bolas, juro que não! Realmente estava sentindo o incomodo, até apertarem meu saco [porra].

Logo após cessar a dor nos testículos[disse testículo em uma tentativa, acredito que frustrada, de elevar o nível do texto],  descobri um caroço logo acima do meu esofago, por meio do google descobri que o Câncer nessa região é o mais mortal, marquei no outro dia um gastro (médico que analisa a parte mais próxima do esofago que eu consegui) e assim descobri (e vocês que estão se apalpando descobrirão também) a ponta do meu externo(osso que liga as costelas).

Depois da paranóia inicial, vamos ajudar quem realmente está doente, essa parte já foi mais complicada, assim:
-       - Quimioterapia, vou vomitar! [doente]
-       - Não vai ser a primeira vez, pelo menos não é por vodka! [Eu]
-       - Choro [Doente]
-       - Abraços [Todos nós]
[Dor de cabeça, dor nas pernas, cansaço]
-       - Gente, deixa ele sentar, ele não ta bem! [doente, falando de mim]

Dar apoio nesse momento envolve várias coisas, inclusive não falar que “seus sentimentos que trouxeram a doença”, além de ter que enfrentar tudo [quimio, enjoo, vomito, dor muscular, rosto amarelado e boca branca] a pessoa ainda tem que pensar que aquilo é culpa dela? Não! É demais, mas é claro que não é fácil saber o que dizer nessa hora, eu, resolvi fazer o que eu achava necessário, da minha maneira, que foi:




Eu:
- Rosangela, tem horário para hoje?
Ro:
-  Para fazer o que?
      Eu:
      - Raspar tudo.
      Ro:
      - Mas porque menino? Ta doido? Revoltou?
      Eu:
      - Mais ou menos, rs, vou precisar enfrentar a quimioterapia.

[Ela quase chorou, eu chorei, depois, pelo câncer e pelo meu cabelo]

[telefone]

sábado, 19 de março de 2011

Engolindo tudo…


Tem pessoas que colocam a culpa das nossas “doenças”ou  “dificuldades“ em atitudes nossas, e isso realmente coloca uma duvida na nossa cabeça, será que situações que passamos estão relacionadas a outras coisas? Há de fato algum perigo (além dos pesos a mais) em engolir coisas demais? 


Terça-feira, telefone toca, uma amiga [ela socialite super chique com alguns problemas de auto estima, no geral bem resolvida, mas carente]:

- Quinta feira vai ter uma suuuuperr reunião de grandes empresários às 19:00 horas aqui na minha empresa! Você tem que vir! Eu to organizando, preciso que você venha.

[pensei: FURADA] Falei:
- Claro!


Ela:
- Chamei muitas pessoas!

[pensei: não vai ninguém] Falei:
- Ah... então deixa, pode convidar outra pessoa no meu lugar!

Ela:
- Não! Quero que você venha!

[Pensei, ela sabe que não vai ninguém] Falei:
- Então eu vou!

Quinta-feira, 19:00, fomos eu, uma amiga(que adora comprar livros) e um amigo (que adora conhecer empresários) - não ia passar por isso sozinho, desvendado o mistério, uma Palestra sobre o Subconsciente e Astrologia,  depois de um pouco de vinho e alguns amendoins japoneses:

Palestrante:
-Todos estão aquí por algum motivo que vocês nem conhecem, foi o subconsciente de vocês que os trouxeram aqui.

Eu [não me aguentei]:
- Desculpa mas eu vim aqui porque Maria me convidou! [as pessoas riram]

Palestrante:
- Será?

Eu:
-Vai por mim, eu tenho certeza! [mais risos]

[horas depois]

Palestrante[sobre psicóticos]:
-Ele manipula as pessoas naturalmente [pensei: será que eu sou?] e acredita que foi desejado sexualmente pelos seus pais [Não, eu não sou!].

Palestrante:
- Quando os pais chamam os filhos de burros ou feios criam neles complexos que farão com que eles tenham problemas quando enfrentarem  algumas situações como relacionamentos, toda vez que enfentrar um relacionamento vai pensar, não mereço! Sou feio! Não consigo! Sou burro.

Eu [para os amigos]:
- Vou xingar meu filho de “filho da puta”, quando ele estiver em frente a um problema ele vai pensar – Minha mãe era puta, foda-se!

Palestrante[sobre astros, acupuntura e subconsciente]:
- Estes são os pontos no nosso corpo que correspondem a todo nosso funcionamento.


A viciada em livros logo procurou o ponto do intestino e começou a apertar ...

Eu[Não aguentei 2]: Vai, aperta o lugar errado que você vai ver! [pessoas riram e o telepata me metralhou]

Palestrante: Quem aqui tem problema de intestino? [pessoas se manifestaram]… Vocês podem estar engolindo coisas demais!

A que tinha problemas com os livros(e com intestino) levantou bruscamente rumo a porta sem nem se interessar pelos livros de astrologia.

Não sei se foi pelo gerúndio, ou por que a ultima coisa que engolia ha muito tempo era o japonês(o amendoim),  mas lá ia ela, eu pedi desculpa educadamente a socialite, peguei alguns amendoins, para a viajem, e meu amigo, antes que se interessasse por alguma empresa.

De qualquer forma, acredito que o que nós engolimos não interfere no intestino, engulam tudo que quiserem [com moderação, claro], coisas ruins acontecem por que acontecem, pelo menos prisão de ventre é só prisão de ventre, juro! Eu por exemplo, tenho, e quase nunca engulo nada.