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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Escolhendo os Cachorros...

Se você não for do tipo olhar penetrante, sorriso sexy ou beijo inesquecível, você provavelmente não será escolhida(o) de cara para qualquer coisa, logo, terá que escolher um parceiro para o jogo, brigar por ele, ou simplesmente contar com a sorte.

De fato, eu nunca fui do tipo que é escolhido(a) para o primeiro time, não tenho uma beleza inigualável, porte atlético ou habilidades com braços, pernas ou língua que me destaque dos demais mortais, para pessoas como nós as coisas são mais difíceis? ABSOFUCKLUTELY!

Não por uma questão de beleza exterior, faço parte de uma geração que perdeu a crença em romance bem antes do naufrágio do Titanic no Oscar, e talvez por isso, não vejo e/ou acredito que algo mágico trará parceiros ideais para nós. Mas até onde a mágica e/ou a beleza determina nossa aptidão para nos envolver em relacionamentos?

Tenho uma amiga que mora no exterior, a chamarei de Carlota, Carlota Joaquina, moça bonita, inteligente e realmente interessante mas, com o dedo podre.

Juro que eu pensava que ares nórdicos e o próprio fuso diferenciado mudaria as relações, mas não, lá do outro lado do oceano ela escolheu um brasileiro, possessivo, de sexualidade indefinida e, pior, brocha [você vai me dizer que é culpa dela, juro que não é].

Com o término deste "relacionamento" ela conheceu um cara dos sonhos, bonito, firme, com pegada e, principalmente, erétil [ufa], era brasileiro também, e no fim, descobriu que era comprometido, mas ao invés de terminar, continuou, afinal, ninguém sabe se as relações existem e devem ser respeitadas do outro lado do trópico.

Casamentos não possuem validade documental fora do país, logo, na teoria, namoros muito menos.

O fato é que, ao escolher não somos escolhidos? Como saberemos se a escolha é certa se não temos sentidos mágicos aguçados (se depender de ouvir sinos ou grandes acontecimentos astrológicos ficarei para semente).

A ultima vez que escolhi de fato um parceiro está fazendo 9 meses no próximo dia 15, e a história foi assim:

Descobri um exemplar no meu estado do mesmo tipo que eu queria, não tinha certeza de sua genuinidade, até por não conhecer seus ancestrais, namorei por meses aqueles cabelos louros e olhos cintilantes, porém, não senti aquele frio na barriga e/ou situação magica de encontro entre duas almas…[fiquei em duvida].

Quando me decidi, e fui atrás daquele que eu queria, não o encontrei, tinha sido conquistado, por alguém mais rápido e/ou determinado que eu, alguém que ouviu sinos, talvez, alguém que não duvidou que ter um golden retriever macho em casa seria uma bagunça, ou que ele teria cara de vira lata por não ter pedigree.

Dias depois recebi uma ligação do dono do canil, falando que sobrou uma filhote, magra, miúda, com pouco pelo e muita sarna, fui e a trouxe, com um híper desconto e coceiras de brinde, morrendo de medo de ela virar uma golden-lata, hoje, aos nove meses, ela arranca suspiros por onde passa, e mesmo sem a mágica inicial, ela me ama como quase nunca me senti amado [talvez para compensar a coceira por dois meses].

Assim como Carlota, eu também não esperei meu momento mágico, ou meu exemplar perfeito, e acredito que quando encontrar alguém, ainda que não tenhamos um início surpreendente e cinematográfico ou moralmente lindo, vai ser real, e as vezes, ainda que não dure para sempre, a gente vai se sentir amando como quase nunca.


quinta-feira, 10 de março de 2011

POR CIMA OU POR BAIXO?



Se observarmos, várias vezes no dia-a-dia nos deparamos com essa pergunta, vezes indiretamente, vezes diretamente, como por exemplo: Cobertura do Sunday, por cima ou por baixo? Cachorro quente, queijo por cima ou por baixo da salsicha? E o molho!? Enfim... muitas coisas na vida se resumem em “por cima ou por baixo” e não é tão simples assim decidir por uma posição.

Travesseiros por exemplo aconselha-se 2, um por baixo da cabeça e outro no meio das pernas (meio - uma nova posição), particularmente prefiro um embaixo da cabeça um em cima da cabeça(para proteger a sinusite do ar condicionado) e outro no meio das pernas (meio - a velha posição), mas acredito que isto é variavel de pessoa para pessoa, conheço gente que dorme com 2 de uma só vez e acha o máximo, conheço pessoas que dispensam todos e atingem o objetivo, mas então, se há tantos viés para uma pergunta tão direta, porque a necessidade de nos definirmos?

Os rótulos acompanham a sociedade, fato, assim, devemos nos apresentar as pessoas demonstrando nossas preferências?

- Prazer, Paulo, por cima, as vezes.

É necessário ser tão direto nos relacionamentos ou podemos deixar o tempo trazer as preferências? Precisamos ter preferências? Ao fazer essa pergunta as pessoas conseguimos definir vários tipos posições, que nos levam a outras apresentações:

As bem dispostas:

- Prazer, Maria, por cima, por baixo e de ladinho.

As reprimidas:

- Prazer, Cristina, tenho que falar isso? sei lá, que papo estranho.

As assanhadas:

- Prazer, Manoel, por cima e TAMBÉM por baixo.[sim, o também faz toda a diferença e inclui uma quarta posição - ou uma terceira pessoa.]

A questão é, por mais direta ou constrangedora que é a pergunta, o que a torna é a forma com que fazemos, ou respondemos, é sobre sexo sim, sexo e outras coisas, no meu caso, molhos por cima, queijo por baixo, na maioria das vezes, e travesseiros no meio, SEMPRE.