sábado, 4 de junho de 2011

Coito Prolongado - Parte II

Desistindo de ouvir CNN coloquei o cd para tocar.. e ainda pensando sobre a prolongação da manifestação pensei em outra noite, em uma advogada amiga compartilhando aventura…

- Doralice Tartáruga:  Um Advogado que trabalha comigo tá dando em cima de mim, me chamou para ir no cinema no meio do escritório pela internet..
- Eu: Mentira!
- D.T.: Verdade! E eu disse que vou! Nos conhecemos hoje e ele disse que estava encantado comigo..
- Eu: Mentira!
- D.T.: Ele disse me quer trabalhando na sala junto com ele, disse que tinha lugar na mesa dele..
- Eu: Mentira!
- D.T.: Só que ele tem 3 filhos, um de cada mulher, ele deve fazer isso com todas, deve estar querendo o quarto…
- Eu: Verdade! 
- D.T.: Mas eu já disse sim… né?
- Eu: E porque não desmarca?
- D.T.: Claro que não vou! Sou uma mulher de palavra!

Doralice sabe que o Dr. Coelho não é o tipo de homem com quem ela terá um relacionamento sério, mas mesmo assim vai mantê-lo, provavelmente até que pareça outro Encantado, ou que ela fique gravida do quarto rebento.

Prolongamos automaticamente qualquer tipo de relação, boa ou ruim, mas porque insistimos nisso? Não sei, mas é bom viver uma paixão, ainda que ela tenha acabado, a postergamos de várias maneiras, Doralice e minha Personal encontraram a forma delas, as vezes levamos adiante a relação só para tentar viver aquilo que não vivemos ainda, mesmo o caldo não sendo mais tão bom… Com o exercício dos movimentos, acabamos cansando os músculos e perder o momento exato em que deveríamos ter expelido o resultado do prazer.

E esse é o ponto, não perder o momento de gozar aquilo que nos dispomos, a tentativa exaustiva pode chegar ao ponto de o objeto de desejo perder o encanto... Logo, vale a pena tanto esforço quando o meio pode atrapalhar o fim?

Se prolongamos alguma coisa que já expelimos outras vezes é fácil prever o resultado, ainda que postergado, ainda que perdido… Outras coisas não, e deve ser por isso que não sei se amo, ou se já amei, acredito que só vou saber quando chegar no final da vida, se o amor ainda estiver lá, foi para sempre, então conheci o amor… e posterguei o sentimento suficientemente. Acredito no "para sempre", talvez mais que no amor, mas não é porque não encontrei[ou identifiquei], que ele não exista… Funciona com algumas pessoas, com minha avó funcionou…

Independente do assunto, acredito que aproveitar o momento é não segurar os impulsos, independente de longo ou curto.. será bom, ainda que para isso nós tenhamos que suportar um pouco de dor, e na "hora h"  entendemos que algumas coisas tem que durar o tempo exato para ser bom, ainda que seja rápido.. acho que acabamos descobrindo que o que certamente gerará prazer é aquilo que dura para sempre, no meu caso as vezes é uma amizade que torna os pesos da academia mais leve, outras que me arrancam gargalhadas durante as noites, é o que tem pra hoje... Onde eu vou nascendo outra vez, e eu vou me esquecer de tudo, das dores do mundo, não quero saber quem fui mas sim o que sou e vou.. me esquecer de tudo.. todas as dores.. eu só quero saber dos seus, dos nossos amores.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Coito Prolongado - Parte I


Quinta feira, 06:30 horas da manha, Vitórinha está em caus, de acordo com a CNN, manifestantes estudantis fecham o transito das principais avenidas exigindo benefícios que provavelmente não receberão, às 08:40, depois de conseguir avançar 500 m no transito e 02:10 hs no dia, o líder revolucionário, que chamarei carinhosamente de Antonio Conselheiro, se manifesta a imprensa:

A.C.: Nós quer é que seja deferido nossos pleito!  E decidimos prolongar a manifestação durante todo o dia, NÃO LIBERAREMOS AS RUA! [SIC]

[Sim, provavelmente um dos "pleito" deveria ser o estudo aprofundado do plural e concordância na escola dele]   

E ali, escutando aquela declaração oficial, fui forçado colocar um CD, e ficar mais duas horas refletindo sobre a necessidade do ser humano de prolongar coisas que não vão conseguir segurar. Estamos sempre tentando prolongar aquilo que buscamos, o gozo é um exemplo, conheço pessoas que se dedicam ao estudo de sexo tântrico a fim de prolongar a sensação de prazer… mas… será que prolongamos também aquilo que nos causa sofrimento? De fato queremos coisas intermináveis, beijos intermináveis, prazer interminável, relações que durem para sempre… Boas ou ruins, sempre esperamos que elas sobrevivam, e prolongamos elas… sempre…

…enquanto isso, na academia...

Personal: Vamos, você terá que levantar o peso em 3 sessões de 12 movimentos mantendo a cabeça alinhada a coluna.

Eu: tudo bem..

- 1, Acredita que Perseu voltou para a namorada enquanto ficava comigo… [Perseu é um garoto com quem ela iniciara um relacionamento e não investiu muito]
- Ah é? Mas você achava que ele era Ga…
- Abaixa a cabeça… 2, Sim eu achava que ele era gay, ainda acho, mas ele voltar para namorada ainda ficando comigo…
- Você já não queria ficar com ele…
- 3, Mas não esperava que ele terminasse comigo ficando com outra.. pensava que ele estava ficando só comigo..
- Mas você ficava só com ele?
-  Aham…4
- Tá bom…  [com duvida]
- ABAIXA A CABEÇA! 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12. [com raiva]

Ela acredita que Perseu é gay, não quer ficar com ele, mas queria prolongar o relacionamento, pelo menos até encontrar outro relacionamento... ou estabilizar em um dos que tem. O fato é que ninguém quer ficar sozinho, queremos coisas eternas, prazeres eternos, sofrimentos eternos, companhias eternas… Mas as vezes perdemos o momento exato de parar… 

[continua… Eu também gosto de prolongar]

sábado, 14 de maio de 2011

Acordar em cama de solteiro.

Depois de uma certa idade deixamos de fazer certas coisas.. Sexo em cama de solteiro, por exemplo, tomar porres de cerveja e freqüentar festas com entrada franca…  Mas como sou contra qualquer recusa, lá estava eu, em uma festa estranha com gente esquisita… Universidade Federal, não agüento mais birita, quem diria que o campus se transformava a noite em Rave, Boate, centro cultural, era como se a qualquer momento fosse encontrar  Bob Marley e Che andando por ali.

Pessoas de vinte e poucos anos, bem poucos, acredito que quase ninguém ali chegava a ter os vinte anos de verdade… quando, de repente,  ouvi  "'ll tell you what I want, what I really really want, So tell me what you want, what you really really want, I wanna, I wanna, I wanna, I wanna, I wanna really really really wanna zigazig ha. " seguida de um grito...

Cristiane F. - Uhuuuu… essa musica marcou a minha infância!!! 
Eu - Quantos anos ela tem?
Vanessa - 18.
Eu - Precisamos sair daqui. 

Eu precisava sair de perto dela, não sei se por ela estar chapada e chata, ou  por ter um acompanhante emo, ou simplesmente porque me incomodava o fato que em 1993, quando Spice girls invadiram o planeta gritando "I WanaA", ela era só um feto, e eu... dane-se o que eu era em 1993. 

Como se não fosse o suficiente, ainda veio aquele momento "Ta tudo errado na minha vida", e isso aconteceu quando me perguntaram que curso eu fazia, confesso que me  caiu como um elogio, afinal tinha aparência de 2.0, mas eu só consegui responder… nenhum, eu não estudo aqui.

Mas nem tudo foi desastre, nessas festas encontramos pessoas bonitas (no meio de aberrações), pessoas normais, como nós, da nossa idade, alguns que ainda não sabem que tem a nossa idade, outros que também foram experimentar um prazer diferente, como cerveja por R$ 2,50 ou pessoas por muito menos.

Logo, se está na cidade, sem dinheiro, sem vida sexual e sem dançar, não há motivos para ficar em casa, se dirija a Universidade Federal mais próxima. Agora se você, como eu, ganha mais que alguns salários mínimos, já passou da fase de experimentar drogas e sexo inseguro… Vá para Royal, se sentirá melhor ainda que a bebida, o sexo ou as drogas [para aqueles que não conseguiram só experimentar] sejam mais caras .

E a noite se resumiu em cantadas baratas, risadas contínuas, porre de brama e R$ 20,00 bem gastos, algo que não acontecia desde que eu também estava na faculdade, foi bom voltar, mas melhor foi acordar e perceber que eu voltei, fui a festas liberadas, tomei porre de cerveja e acordei aqui, na minha cama de casal.. porque cama de solteiro, não mais.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Confusos(as) Vs. Complicado(as)

Existem vários tipos de pessoas no mundo, até aí tudo bem, o problema acontece no momento em que duas pessoas diferentes decidem dividir o mesmo espaço, se este espaço for a cama, por incrível que pareça pode até ser bom, mas se não for… surge a questão: Sexo bom, interesses opostos.. Funciona?

Entre mulheres e homens encontramos duas diferenças básicas, mulheres nunca dizem sim, homens nunca dizem não. Repare, um homem nunca diz que não está a fim de você, para ele é mais fácil deixar você esperando a ligação no dia  seguinte,a resposta do email confuso que você acabou de enviar, ou dos 30 torpedos que encaminhou avisando do email, e o explicando. Por sua vez, uma mulher, ao invés de dizer que sim, que quer, que adorou, fica o "pós-sexta-feira" inteiro sentada ao lado do telefone esperando um sinal, a resposta do email, ou de um dos milhares torpedos que enviou [claro que homens e mulheres é uma forma de classificar, pois existem homens cheios de não's e mulheres cheias de sim's].

Existem outras diferenças que é comum entre pessoas, eu costumo classifica-las em Caças-Palavras e Palavras-Cruzadas, pessoas Palavras-Cruzadas são confusas, te deixam confusa(o), o que tem ali são somente espaços para que você preencha e no fim você nunca vai ter a certeza que colocou ali a palavra certa, os espaços serão preenchidos com o que você espera que seja,  essas pessoas não dizem não nem sim,  elas deixam lacunas para que você mesmo(a) descubra, essas pessoas são interessantes, tomam bastante do nosso tempo, e geralmente são aqueles que recebem milhares de email e torpedos… pessoas Caças-Palavras são menos intrigantes, mas muito mais divertidas, no começo é tudo muito complicado, você vê várias letras soltas que parecem não fazer o menor sentido, mas basta um pouco de sagacidade, paciência e boa vontade para encontrar as primeiras pistas, e depois que você as vê percebe que tudo sempre esteve ali [como porta bandeira do jogo], e tem certeza do que está escrito, não resta dúvidas ou dívidas, depois de desvendadas descobrem-se muito mais fáceis e leves que as eternas interrogações das palavras cruzadas. 

Claro que obviamente todas as pessoas sem seus "sim's" são totalmente atraídas pelas pessoas que possuem "não's" impronunciáveis… será que os opostos se atraem mesmo então? Acredito que isso possa acontecer na cama, nos primeiros meses, mas e depois? Depois ou se revela aquilo que foi suposto ou estamos fadados a relacionamentos complicados, ou confusos, mas não me perguntem como sair de uma confusão.

Enfim, cada um decide o que pode aguentar [literalmente] pois possuímos no mundo pessoas para todas as línguas e tamanhos, acima de tudo precisa haver o encaixe, mas quando há o encaixe e não existe frequência, sintonia? E sintonia sem T? E sintonia e T sem interesse?

Certas perguntas não possuem resposta… Certo é que há pessoas que dormem na cama com os pés para cabeceira, pessoas que giram na cama a noite inteira, pessoas que comem na cama enquanto outros, detestam comer[ou que outros comam] em suas camas[ou em outras camas]… 

Bom seria se todo mundo viesse com um memorial descritivo, mais ou menos assim: Nome/Sobrenome - Como sorvete na cama, Durmo feito um relógio de ponteiros, me considero um caça-palavras e estou aprendendo a falar os sim's e não's, simultâneamente e bem devagar [tenho queda por "palavras cruzadas" mas prefiro aquelas que quando se vira de cabeça pra baixo encontra-se as respostas]. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Plaft Plaft Plaft..

Carlota acabou de voltar da Europa, logo, reunião para matar as saudades, logo que cheguei ela confirmou que voltará para Europa e ficará na frança por mais um tempo como bolsista em um centro de pesquisa (se nada der certo vou virar baba dos filhos dela na e receber em euros), a notícia significou, tem que ver isso ai! Voltamos ao papo de mesa, e o assunto? Relacionamentos, Casamento e Filhos... As maiores preocupações das pessoas de trinta ou quase trinta, enfim, depois de rever todas as estórias e questões do escolhendo cachorros (com destaque para: Como posso confiar na masculinidade de um homem que segura a marguerita na ponta dos dedos - e só bebe marguerita) chegamos a algumas conclusões ou  outros questionamentos:

Homem que é homem tem que beber cerveja e chop? Tem que coçar o saco e ter um estomago bruto?   O que você pensa se no lanche no primeiro final de semana junto o cara pedir um  carpacio com salada de rúcula? Moça! Homem não pode exibir um estomago sensível no primeiro encontro, da mesma forma que mulheres não podem assumir o x-tudo no primeiro encontro, ninguém precisa saber o quanto você gosta de mortadela, bacon e torresmo até que assuma que te ama. Vai por mim, significa!

Além disso, concluímos também que Filhos não são previdência privada [não sei se quero ter os meus, mas se tiver, vai ser quando eu não precisar projetar nada em ninguém], ou seja, quando ficarmos velhos e velhas, nada de ir infernizar a vida da pobre da nora, paga um bom plano bancário e vai para um asilo bonitinho [PORRA], claro que todos vamos cuidar dos nosso pais caso necessário, mas transferir para os nossos filhos que eles DEVEM fazer isso é muito "perestróico" para nossa geração.

E para não dizerem que nossa geração só falava em relacionamentos, chegamos a algumas conclusões a respeito de música brasileira (buteco também é cultura), se você quiser se apaixonar (ou que alguém se apaixone por você) vá a um pagode, uma pessoa que ouve sorriso maroto é muito mais propícia a se apaixonar louca e definitivamente que qualquer outra, se você quiser só uma fugidinha romântica, vá ao sertanejo, se procurar por bom sexo, vá ao funk, um homem  que consegue atingir a velocidade 6 no Créu pode fazer qualquer mulher feliz, e uma mulher que consegue dançar o refrão inteiro de Curtir a Vida - MCk9 (quer saber a letra joga no google porque não vou abaixar - mais - o nível disso aqui) certamente vai se sair melhor que Sharon Stone em Instinto Fatal [pensei em Kim Basinger - 9 semanas e 1/2 de amor, mas isso denunciaria minha idade - não que Instinto Fatal seja atual].

Foi quando Kátia Flávia, sim, tipo aquela loiraça beuzebu, provocante, gostosona, gostosona e provocante, que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas, dessas com armamentos bordados [Calcinha de morango, Calcinha geladinha, Calcinha de rendinha, Calcinha de morango, Calcinha geladinha, Calcinha de rendinha], minha amiga, melhor, amiga de Carlota e de quebra minha amiga, começou a falar sobre sua vida amorosa, acaba de sair de um relacionamento com um homem que conhece há anos e com quem mantém este caso por 05 meses, ela estava desesperada porque ele só a tratava como amiga e todos tentamos saber como a garota cantada por Fernanda Abreu não conseguiu manter um relacionamento com o tal...

K.F.: Ele disse que não namorava há três anos, e que eu era a única que mexeu com ele, mas não era o suficiente para um namoro. Então começamos fazer a pós juntos, claro que eu com esperanças.

Eu: mas porque você desistiu da pós no primeiro dia?

K.F.: Ah, porque não dá para conciliar com meus outros objetivos. Ficamos na pós graduação, ele o tempo todo fingindo que eu era uma amiga, você viu.

Eu: Pensei até que era gay, apesar de não ver ele bebendo margueritas..

K.F.: Então chegamos em casa, quando cheguei no portão ele esticou o braço nas minhas costas e tentou me beijar, ai eu disse: Olha, acho melhor a gente continuar amigo, não vai dar certo.

Amiga: Mas por que você não ficou só por sexo?

K.F.: Poxa, não é bom fazer sexo antes do namoro...

Amiga: Não, não é bom fazer sexo no primeiro encontro.. isso que você ta falando é uma nova regra.

K.F.: Mas ele nunca iria me respeitar...

Eu: Cinco meses só com beijinho e  cinema? Obvio que ele iria pular fora, tinha um namoro sem o mais divertido, é como comer o passatempo sem recheio...

K.F.: Eu ficava subindo pelas paredes, mas não adianta, homem não respeita mulher que faz sexo antes do namoro, a melhor amiga dele inclusive me avisou que se eu fizesse sexo antes do namoro ele com certeza me daria um pé na bunda porque ele é extremamente machista.

Eu: Idiota, ela queria ficar com ele! obvio!

Amiga: Eu acho essa questão de sexo na primeira noite muito relativo...

Eu: Pois é, vai que é mágico, que toque sinos..

Amiga: Sinta borboletas no estomago.. ouça um sinal...

K.F.: Ai gente, eu nunca ouço nada, no máximo um Plaft Plaft Plaft Plaft...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Doenças, transmissíveis ou não…

Qual a reação de qualquer pessoa normal quando descobre que alguém muito, muito próximo está seriamente doente? Procurar todos os médicos possíveis para fazer todos exames existentes a fim de encontrar todas as doenças impossíveis, porque todos nós achamos que, ainda que sem qualquer contato físico, ou que não se passe através do mero contato físico, adquirimos de alguma forma psicossomática a enfermidade em questão.

E comigo foi exatamente o que aconteceu, mais ou menos nessa ordem: Dor nas costas; vai ao médico; ortopedista; vai à outro; raio-x; tem que ser ultra-som; melhor tomografia; Faz ressonância; contraste deu enjoo; engole o vomito porra!; Pode ser câncer; CÂNCER? É Câncer, FUDEU!
E assim, fuderásticamente, se descobre o maldito, é claro que de uma doença se tira várias coisas, positivas ou negativas, mas aqui não é momento auto-ajuda, então.. E la vamos nós! Descoberto o câncer, se inicia uma bateria de exames, no doente, e em mim, sendo vários deles verdadeiramente constrangedores, a citar:

Urologista:
-       Qual o problema meu filho?
Eu:
-       Câncer doutor, no testículo;
Urologista:
-       Vamos examinar…
-       Não estou achando nada… Quais foram os sintomas?
Eu:
-       Na verdade nenhum doutor, desde que um amigo meu descobriu câncer no testículo eu to sentindo um incomodo  I-N-S-U-P-O-R-T-Á-V-E-L que mal consigo andar;
[aperto seguido de dor, leia-se: D-O-R]

Ele me dispensou depois disso, acredito que até hoje ele pensa que eu só fui la para ele pegar as minhas bolas, juro que não! Realmente estava sentindo o incomodo, até apertarem meu saco [porra].

Logo após cessar a dor nos testículos[disse testículo em uma tentativa, acredito que frustrada, de elevar o nível do texto],  descobri um caroço logo acima do meu esofago, por meio do google descobri que o Câncer nessa região é o mais mortal, marquei no outro dia um gastro (médico que analisa a parte mais próxima do esofago que eu consegui) e assim descobri (e vocês que estão se apalpando descobrirão também) a ponta do meu externo(osso que liga as costelas).

Depois da paranóia inicial, vamos ajudar quem realmente está doente, essa parte já foi mais complicada, assim:
-       - Quimioterapia, vou vomitar! [doente]
-       - Não vai ser a primeira vez, pelo menos não é por vodka! [Eu]
-       - Choro [Doente]
-       - Abraços [Todos nós]
[Dor de cabeça, dor nas pernas, cansaço]
-       - Gente, deixa ele sentar, ele não ta bem! [doente, falando de mim]

Dar apoio nesse momento envolve várias coisas, inclusive não falar que “seus sentimentos que trouxeram a doença”, além de ter que enfrentar tudo [quimio, enjoo, vomito, dor muscular, rosto amarelado e boca branca] a pessoa ainda tem que pensar que aquilo é culpa dela? Não! É demais, mas é claro que não é fácil saber o que dizer nessa hora, eu, resolvi fazer o que eu achava necessário, da minha maneira, que foi:




Eu:
- Rosangela, tem horário para hoje?
Ro:
-  Para fazer o que?
      Eu:
      - Raspar tudo.
      Ro:
      - Mas porque menino? Ta doido? Revoltou?
      Eu:
      - Mais ou menos, rs, vou precisar enfrentar a quimioterapia.

[Ela quase chorou, eu chorei, depois, pelo câncer e pelo meu cabelo]

[telefone]

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Escolhendo os Cachorros...

Se você não for do tipo olhar penetrante, sorriso sexy ou beijo inesquecível, você provavelmente não será escolhida(o) de cara para qualquer coisa, logo, terá que escolher um parceiro para o jogo, brigar por ele, ou simplesmente contar com a sorte.

De fato, eu nunca fui do tipo que é escolhido(a) para o primeiro time, não tenho uma beleza inigualável, porte atlético ou habilidades com braços, pernas ou língua que me destaque dos demais mortais, para pessoas como nós as coisas são mais difíceis? ABSOFUCKLUTELY!

Não por uma questão de beleza exterior, faço parte de uma geração que perdeu a crença em romance bem antes do naufrágio do Titanic no Oscar, e talvez por isso, não vejo e/ou acredito que algo mágico trará parceiros ideais para nós. Mas até onde a mágica e/ou a beleza determina nossa aptidão para nos envolver em relacionamentos?

Tenho uma amiga que mora no exterior, a chamarei de Carlota, Carlota Joaquina, moça bonita, inteligente e realmente interessante mas, com o dedo podre.

Juro que eu pensava que ares nórdicos e o próprio fuso diferenciado mudaria as relações, mas não, lá do outro lado do oceano ela escolheu um brasileiro, possessivo, de sexualidade indefinida e, pior, brocha [você vai me dizer que é culpa dela, juro que não é].

Com o término deste "relacionamento" ela conheceu um cara dos sonhos, bonito, firme, com pegada e, principalmente, erétil [ufa], era brasileiro também, e no fim, descobriu que era comprometido, mas ao invés de terminar, continuou, afinal, ninguém sabe se as relações existem e devem ser respeitadas do outro lado do trópico.

Casamentos não possuem validade documental fora do país, logo, na teoria, namoros muito menos.

O fato é que, ao escolher não somos escolhidos? Como saberemos se a escolha é certa se não temos sentidos mágicos aguçados (se depender de ouvir sinos ou grandes acontecimentos astrológicos ficarei para semente).

A ultima vez que escolhi de fato um parceiro está fazendo 9 meses no próximo dia 15, e a história foi assim:

Descobri um exemplar no meu estado do mesmo tipo que eu queria, não tinha certeza de sua genuinidade, até por não conhecer seus ancestrais, namorei por meses aqueles cabelos louros e olhos cintilantes, porém, não senti aquele frio na barriga e/ou situação magica de encontro entre duas almas…[fiquei em duvida].

Quando me decidi, e fui atrás daquele que eu queria, não o encontrei, tinha sido conquistado, por alguém mais rápido e/ou determinado que eu, alguém que ouviu sinos, talvez, alguém que não duvidou que ter um golden retriever macho em casa seria uma bagunça, ou que ele teria cara de vira lata por não ter pedigree.

Dias depois recebi uma ligação do dono do canil, falando que sobrou uma filhote, magra, miúda, com pouco pelo e muita sarna, fui e a trouxe, com um híper desconto e coceiras de brinde, morrendo de medo de ela virar uma golden-lata, hoje, aos nove meses, ela arranca suspiros por onde passa, e mesmo sem a mágica inicial, ela me ama como quase nunca me senti amado [talvez para compensar a coceira por dois meses].

Assim como Carlota, eu também não esperei meu momento mágico, ou meu exemplar perfeito, e acredito que quando encontrar alguém, ainda que não tenhamos um início surpreendente e cinematográfico ou moralmente lindo, vai ser real, e as vezes, ainda que não dure para sempre, a gente vai se sentir amando como quase nunca.


sábado, 19 de março de 2011

Engolindo tudo…


Tem pessoas que colocam a culpa das nossas “doenças”ou  “dificuldades“ em atitudes nossas, e isso realmente coloca uma duvida na nossa cabeça, será que situações que passamos estão relacionadas a outras coisas? Há de fato algum perigo (além dos pesos a mais) em engolir coisas demais? 


Terça-feira, telefone toca, uma amiga [ela socialite super chique com alguns problemas de auto estima, no geral bem resolvida, mas carente]:

- Quinta feira vai ter uma suuuuperr reunião de grandes empresários às 19:00 horas aqui na minha empresa! Você tem que vir! Eu to organizando, preciso que você venha.

[pensei: FURADA] Falei:
- Claro!


Ela:
- Chamei muitas pessoas!

[pensei: não vai ninguém] Falei:
- Ah... então deixa, pode convidar outra pessoa no meu lugar!

Ela:
- Não! Quero que você venha!

[Pensei, ela sabe que não vai ninguém] Falei:
- Então eu vou!

Quinta-feira, 19:00, fomos eu, uma amiga(que adora comprar livros) e um amigo (que adora conhecer empresários) - não ia passar por isso sozinho, desvendado o mistério, uma Palestra sobre o Subconsciente e Astrologia,  depois de um pouco de vinho e alguns amendoins japoneses:

Palestrante:
-Todos estão aquí por algum motivo que vocês nem conhecem, foi o subconsciente de vocês que os trouxeram aqui.

Eu [não me aguentei]:
- Desculpa mas eu vim aqui porque Maria me convidou! [as pessoas riram]

Palestrante:
- Será?

Eu:
-Vai por mim, eu tenho certeza! [mais risos]

[horas depois]

Palestrante[sobre psicóticos]:
-Ele manipula as pessoas naturalmente [pensei: será que eu sou?] e acredita que foi desejado sexualmente pelos seus pais [Não, eu não sou!].

Palestrante:
- Quando os pais chamam os filhos de burros ou feios criam neles complexos que farão com que eles tenham problemas quando enfrentarem  algumas situações como relacionamentos, toda vez que enfentrar um relacionamento vai pensar, não mereço! Sou feio! Não consigo! Sou burro.

Eu [para os amigos]:
- Vou xingar meu filho de “filho da puta”, quando ele estiver em frente a um problema ele vai pensar – Minha mãe era puta, foda-se!

Palestrante[sobre astros, acupuntura e subconsciente]:
- Estes são os pontos no nosso corpo que correspondem a todo nosso funcionamento.


A viciada em livros logo procurou o ponto do intestino e começou a apertar ...

Eu[Não aguentei 2]: Vai, aperta o lugar errado que você vai ver! [pessoas riram e o telepata me metralhou]

Palestrante: Quem aqui tem problema de intestino? [pessoas se manifestaram]… Vocês podem estar engolindo coisas demais!

A que tinha problemas com os livros(e com intestino) levantou bruscamente rumo a porta sem nem se interessar pelos livros de astrologia.

Não sei se foi pelo gerúndio, ou por que a ultima coisa que engolia ha muito tempo era o japonês(o amendoim),  mas lá ia ela, eu pedi desculpa educadamente a socialite, peguei alguns amendoins, para a viajem, e meu amigo, antes que se interessasse por alguma empresa.

De qualquer forma, acredito que o que nós engolimos não interfere no intestino, engulam tudo que quiserem [com moderação, claro], coisas ruins acontecem por que acontecem, pelo menos prisão de ventre é só prisão de ventre, juro! Eu por exemplo, tenho, e quase nunca engulo nada. 

sábado, 12 de março de 2011

Esperando Surpresas, boas, ou nem tanto...


Nós sempre estamos buscando por surpresas, saídas da rotina, mas existem coisas que nós nunca esperamos que vão acontecer, coisas que nos surpreendem mesmo, no meio da noite, coisas tipo Kaoma virar Hit internacional na voz de J.Lo com sua interpretação de Chorando se Foi, sim, de quem um dia só me fez chorar (Se ela tivesse me ligado lhe presentearia com um CD do Calipso).


De certa forma a entendo, deixei há meses de almoçar no restaurante que eu comia[em frente ao meu trabalho] para comer em um à 5 quarteirões [que tenho que ir de carro] só porque cansei de comer mesma comida, o mesmo tempero, da mesma forma, J.Lo provavelmente cansou do óbvio e não gravaria mais uma versão de “The time of my life” ou de “Against all olds”, logo, lambada neles.


Nesse mesmo sentido uma amiga, que tem 29 anos, procura parceiros sexuais, só que no trabalho, mas ela nunca trabalhou, ela quer diferenciar e eu (incrédulo convicto) tenho que acreditar que ela está a espera de uma surpresa, será que é isso? Vivemos a espera de surpresas?


Para uma pessoa que não trabalha e não tem/teve um namoro fixo nos últimos 20 anos a rotina é sair a noite e encontrar pessoas de sexo desprendido, a rotina cansou, sexo casual com um saradão recém surgido em uma boate não é mais novidade [ainda que seja feito no banheiro aos 15 minutos da apresentação], talvez o “fácil” já não é atrativo e podemos estar diante de uma nova[velha] forma de insaciedade, aquela do que te falta.


Ela provavelmente esta a espera de uma carta de admissão milagrosa envelopada por um peito cabeludo[ou não], mas essa é a atitude certa a ser tomada? Esperar emprego/sexo sem nem enviar o currículo? [nesse caso um currículo acompanhado de medidas, preferências e underware]


Ja com outra pessoa conhecida que estava em um relacionamento possessivo, as exigências do(a) companheiro(a) a/o transformou em outra pessoa, resultado = término traumático e busca por novas experiências, mas todo mundo busca[inclusive eu] relações arrebatadoras que nos tiram da cama a meia noite, que aparecem do nada e mudam nossa vida, nos tiram do nosso mundo nos levando para uma casa no campo ao som de rocks rurais com carneiros e cabras solenes no jardim.


Só que anos após sair do nosso mundo, nos sentimos no espaço e queremos voltar a terra. Acredito ainda que no meu caso o novo ficou velho e já não consigo comer no novo restaurante, logo, voltarei ao antigo restaurante - gravarei a minha lambada, pisarei no meu mundo.


O fato é que se solteiro(a) quer um relacionamento conjugal, se casados, um extra, se desempregados, uma transa profissional, se gordos uma comida gordurosa, se uma estrela internacional, gravar uma música do Kaoma, é a vida.


E quanto a minha amiga desempregada? por enquanto vai ter que se contentar com essa surpresa, Chorando se foi/ On the floor [Kaoma rumo ibiza, quem diria?], até gravar sua própria lambada, enviar seu Currículo ou partir para outras coisas.


quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre Cães, filhos e acessórios

Mulheres, homens, jovens, adultos, todas as pessoas com um mesmo objetivo, reprodução. Se no meio de um bate papo(leia-se - festas de família, encontro de amigos ou um simples almoço de com colegas de trabalho) surgir o assunto Sexo ( e todos seus enlatados derivados - casamento, relacionamento, traição) chegaremos a um ponto, FILHOS, maior objetivo e/ou temor da maioria das mulheres ou homens.


Essa paranóia reprodutiva da humanidade é assustadora, principalmente para pessoas solteiras que não os tem, ou não querem ter, nada contra com o mundo familiar, mas parece que todo Brasileiro é meio italiano e sonha em ter milhares de pessoas com genes derivados dos seus em volta de uma mesa quando chegarem a terceira idade (ou é só vontade de ter alguém com a obrigação te sustentar no futuro?), enfim, se em volta das conversas que citei a gente fazer um pitstop mental (atenção, pitstop mental não significa mini-flashbacks e sim pitstop - os quais merecem um texto só deles), o que vamos perceber?


Mulheres na fase dos vinte e pouco procuram com desespero amor, sexo, paixão e no fim, uma argolinha dourada para enroscar os dedos... As de 30 também, mas não nessa ordem, Para que? por eles, miniaturas humanas, filhos. Dentre um desses pitstops mentais (eu tenho vários, as vezes acredito inclusive que eles foram feitos para mim-por mim?) realizei, Animais racionais ou Irracionais? Com qual filhote ficar? (falar o mais peludo seria irrelevante - as vezes).


Um filhote humano exige atenção, mas é fofo e grato(enquanto filhote), aconchegar um bichinho desses no colo e conseguir acalma-lo é uma das coisas mais incríveis do mundo, o riso, o choro, a interação que a racionalidade propõe é incrível, ao contrário dos nossos outros filhotes, irracionais (que não interagem tanto - talvez por não serem da nossa raça) que só choram e por não terem suas fraldas anatomicamente perfeitas fazem necessidades em nossa sala (sim, diferente dos outros eles já chegam andando), logo, há um empate técnico entre os filhotes, enquanto um não oferece interação e lhe falta fraldas no mercado o outro tem de deficit de independência.


Durante a infância os custos/benefícios são correspondentes aos dois tipos de descendentes, a um filhote homem você ensina a fala, ao/au filhote cão você ensina dar a pata, ao filhote homem você paga cerca de 3 salários mínimos pela boa alfabetização, ao/au filhote cão você se dá por satisfeito por ele não fazer caca no chão (não, a rima não foi proposital), e para isso, não gasta mais que meio salário mínimo.


Mas vamos ser diretos, se você cansar de seu filhote irracional, pode doa-lo a um parente próximo ou mesmo a um desconhecido com o mero pretexto que seu apartamento é pequeno demais para algo que está tomando muito espaço, se seu filhote racional começar ocupar mais que um quarto você terá que arrumar um apartamento maior, pois pois doar filhotes racionais tem um nome jurídico, adoção ou abandono, e se deixar com um parente próximo por mais de um final de semana das duas uma, ou perderá um ente da família ou nunca mais conseguirá um babá de final de semana.


Continuando sem as meias palavras que deixamos para traz no ultimo ato, quando seu filhote irracional vai ganhando as formas que levarão a vida adulta, quando ele procriar, ainda que por obra do acaso, mais uma vez poderá doar os filhotes, ou quem sabe vender, podendo ser muito lucrativo, agora, vende um filhote de sua cria racional, ainda que seja no mercado internacional, só Deus - e seu advogado - sabe quanto tempo você ficará na cadeia, ou seja, filhos de filhotes irracionais = lucro óbvio, filhos de filhotes racionais = lucro incerto(chave/tranca de cadeia) ou mais 4 salários mínimos por mês(melhor, menos).


Por fim, o ponto decisivo, ao chegar aos 15 anos seu filhote racional entrará na pior fase da sua vida(será pior para você que para ele), se envolverá com drogas, ou entrará em crises que custarão muito mais que os 4 salários mínimos inicialmente previstos, e o filhote irracional? O que faz aos 15 anos? Morre.