De certa forma a entendo, deixei há meses de almoçar no restaurante que eu comia[em frente ao meu trabalho] para comer em um à 5 quarteirões [que tenho que ir de carro] só porque cansei de comer mesma comida, o mesmo tempero, da mesma forma, J.Lo provavelmente cansou do óbvio e não gravaria mais uma versão de “The time of my life” ou de “Against all olds”, logo, lambada neles.
Nesse mesmo sentido uma amiga, que tem 29 anos, procura parceiros sexuais, só que no trabalho, mas ela nunca trabalhou, ela quer diferenciar e eu (incrédulo convicto) tenho que acreditar que ela está a espera de uma surpresa, será que é isso? Vivemos a espera de surpresas?
Para uma pessoa que não trabalha e não tem/teve um namoro fixo nos últimos 20 anos a rotina é sair a noite e encontrar pessoas de sexo desprendido, a rotina cansou, sexo casual com um saradão recém surgido em uma boate não é mais novidade [ainda que seja feito no banheiro aos 15 minutos da apresentação], talvez o “fácil” já não é atrativo e podemos estar diante de uma nova[velha] forma de insaciedade, aquela do que te falta.
Ela provavelmente esta a espera de uma carta de admissão milagrosa envelopada por um peito cabeludo[ou não], mas essa é a atitude certa a ser tomada? Esperar emprego/sexo sem nem enviar o currículo? [nesse caso um currículo acompanhado de medidas, preferências e underware]
Ja com outra pessoa conhecida que estava em um relacionamento possessivo, as exigências do(a) companheiro(a) a/o transformou em outra pessoa, resultado = término traumático e busca por novas experiências, mas todo mundo busca[inclusive eu] relações arrebatadoras que nos tiram da cama a meia noite, que aparecem do nada e mudam nossa vida, nos tiram do nosso mundo nos levando para uma casa no campo ao som de rocks rurais com carneiros e cabras solenes no jardim.
Só que anos após sair do nosso mundo, nos sentimos no espaço e queremos voltar a terra. Acredito ainda que no meu caso o novo ficou velho e já não consigo comer no novo restaurante, logo, voltarei ao antigo restaurante - gravarei a minha lambada, pisarei no meu mundo.
O fato é que se solteiro(a) quer um relacionamento conjugal, se casados, um extra, se desempregados, uma transa profissional, se gordos uma comida gordurosa, se uma estrela internacional, gravar uma música do Kaoma, é a vida.
E quanto a minha amiga desempregada? por enquanto vai ter que se contentar com essa surpresa, Chorando se foi/ On the floor [Kaoma rumo ibiza, quem diria?], até gravar sua própria lambada, enviar seu Currículo ou partir para outras coisas.
kkkkkkkkkkkkkkkkk adoreiiii..
ResponderExcluirNão sabia que vc escrevia tão bem,miguinho..
E acho que sei quem é a amiga que nunca trabalhou...rsrsrs
E verdade né, sempre queremos algo diferente, mas quando conseguimos acabamos enjoando e querendo voltar pra rotina. Falamos tanto da rotina, mas sempre voltamos a ela, na verdade acho que amamos mesmo é a rotina!!!
Ta ai uma discussão interessante Lidi, amamos a rotina? não voltamos ao status quo anti porque a novidade se torna rotina? porque se for isso, odiamos a rotina, e fugimos dela, ainda que seja nova, voltamos ao que agora se tornou diferente. Não sei, mas adorei o comentário, se mais pessoas comentarem acho que damos um novo rumo ao texto, Amamos ou odiamos a rotina?
ResponderExcluirNão sei bem, miguinho.. só sei que sempre que encontramos algo diferente, ou fugimos, pq temos medo do diferente, e voltamos rapidamente pra rotina, por ser mais seguro, ou tornamos o diferente nossa rotina.. voltando ao inicio e, daí, ficamos, novamente, procurando algo novo.. ou seja, eterno ciclo viciante este!!
ResponderExcluirBem, acho que essa é uma daquelas clássicas perguntas em direito que a resposta é depende!
ResponderExcluirSendo solteiros o que não queremos é rotina, buscamos novos lugares, novas festas, sempre em busca de novas pessoas, etc.
Quando estamos “casados”, mesmo sem querer, cairemos na rotina. E ela fará parte de nosso relacionamento. Poderemos até tentar fugir dela, mas inevitavelmente, nos veremos em um restaurante que ja fomos, e perceberemos que a rotina nos encontrou quando fazemos o pedido sem precisar de olhar o cardápio/menu.
Mas acho que, mesmo quando buscamos, por exemplo, em um relacionamento o novo – novas posições, novos restaurantes – para fugir da rotina, essas buscas acabarão caindo e se tornando rotina.
Acho também que a rotina não deve ser a grande vilã. Até porque todo solteiro – ou quase todo, sonha em encontrar alguem e ter essa comentada rotina, com tudo que tem direito: estabilidade e confiança.
Pablooo!!! Parabéns pelo texto!
ResponderExcluirChorei de rir com a J. Lo cantando Kaoma!
O ser humano é esquisito mesmo... nunca estamos contente com o que temos. É como diz o ditado: "a comida do vizinho é sempre mais gostosa". Mas, se vc come todo dia, enjoa.
A rotina é uma vilã, mas sem ela ficaríamos perdido.
Acredito q o importante é saber dosar a rotina com a experiência nova.
Todo mundo precisa dos dois!
Se eu tivesse 29 anos acharia que esta falando de mim! Rs*
ResponderExcluirSe quiser vou derramar minhas experiências que daria ótimos textos como esse! hahahahah
Parabéns! Maravilhoso
Claro que quero!!! vamos marcar um bar e colocar isso na mesa! ou vc vira co-autora! hahaha.. beijos Livia.
ResponderExcluirAcho que mesmo os solteiros sempre caem na rotina, Ro. Pensa bem, vai dizer que nunca foi fazer algo diferente e gostou tanto que acabou fazendo sempre e aquilo acabou virando uma rotina??? rsrsrs Seja ir a um lugar, seja um comportamento, um amigo novo que passa a ver com mais frequencia e este acaba virando parte de sua rotina... Não tem jeito, a rotina é necessária.. necessária pq é mais segura, seja pra solteiros ou pra namorados, casado e etc.. Ao escrever esses comentarios foi acabei chegando a essa conclusão, sabia?? Mesmo quando procuramos novas aventuras, acabamos na rotina..rsrsrsr ô vida..
ResponderExcluirClau, Obrigadoooo!!!! Ja agradeci em real time, mas vale constar aqui! Concordo com você mas... Acredito que Lidi chegou a uma conclusão mais concreta, penso da mesma forma, tudo acaba caindo na rotina, ainda que exista a novidade, acredito que quando encontramos a comida com o tempero da nossa mãe, não cansamos de comer no mesmo lugar/a mesma coisa. Cada um com seu tempero, o que responde o depende deixado no ar pelo Rodrigo e deixa uma nova questão. Será que procuramos então aquele tempero a que nós fomos acostumados (o da mãe)? Vivemos em busca dos Padrões que nos foram apresentados ao longo da vida? Ou procuramos por um tempero novo que bata com nosso gosto?! Se funciona com comida, funciona com sexo.
ResponderExcluirA verdade é que entre sexo e outras coisas, mas focando em relacionamentos (homem-mulher, homem-homem, mulher-mulher, ou como lhe convir), o semrpe sábio Arnaldo Antunes cantou "2 perdidos", e como o próprio nome diz, somos perdidos em nossos sentimentos:
ResponderExcluir"Quando eu quis você
Você desprezou
Quando se acabou
Quis voltar atrás
Quando eu fui falar
Minha voz falhou"
E depois de assumir que sou sim perdida, tb recorro ao Arnaldo Antunes pra ilustrar minha escolha em assumir os riscos, me abrir a novas oportundiades e não apenas sobreviver, mas viver feliz, mesmo quando triste:
"Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa [...]
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você" ou não. O que importa mesmo é escolher cotidianamente ter gratidão pelo que se têm e ambição para buscar mais.
P/ fechar, meu lema de vida: "A rotina só é ruim, se você for um péssimo roteirista" - Elisa Lucinda.
Bjocas,
lu
Enm resumo: eu gosto da rotina. =)
ResponderExcluirEsperando o próximo post ansiosamente!!!!! Hoje é sexta, lembra? kkkkkkkkk
ResponderExcluir