sábado, 19 de março de 2011

Engolindo tudo…


Tem pessoas que colocam a culpa das nossas “doenças”ou  “dificuldades“ em atitudes nossas, e isso realmente coloca uma duvida na nossa cabeça, será que situações que passamos estão relacionadas a outras coisas? Há de fato algum perigo (além dos pesos a mais) em engolir coisas demais? 


Terça-feira, telefone toca, uma amiga [ela socialite super chique com alguns problemas de auto estima, no geral bem resolvida, mas carente]:

- Quinta feira vai ter uma suuuuperr reunião de grandes empresários às 19:00 horas aqui na minha empresa! Você tem que vir! Eu to organizando, preciso que você venha.

[pensei: FURADA] Falei:
- Claro!


Ela:
- Chamei muitas pessoas!

[pensei: não vai ninguém] Falei:
- Ah... então deixa, pode convidar outra pessoa no meu lugar!

Ela:
- Não! Quero que você venha!

[Pensei, ela sabe que não vai ninguém] Falei:
- Então eu vou!

Quinta-feira, 19:00, fomos eu, uma amiga(que adora comprar livros) e um amigo (que adora conhecer empresários) - não ia passar por isso sozinho, desvendado o mistério, uma Palestra sobre o Subconsciente e Astrologia,  depois de um pouco de vinho e alguns amendoins japoneses:

Palestrante:
-Todos estão aquí por algum motivo que vocês nem conhecem, foi o subconsciente de vocês que os trouxeram aqui.

Eu [não me aguentei]:
- Desculpa mas eu vim aqui porque Maria me convidou! [as pessoas riram]

Palestrante:
- Será?

Eu:
-Vai por mim, eu tenho certeza! [mais risos]

[horas depois]

Palestrante[sobre psicóticos]:
-Ele manipula as pessoas naturalmente [pensei: será que eu sou?] e acredita que foi desejado sexualmente pelos seus pais [Não, eu não sou!].

Palestrante:
- Quando os pais chamam os filhos de burros ou feios criam neles complexos que farão com que eles tenham problemas quando enfrentarem  algumas situações como relacionamentos, toda vez que enfentrar um relacionamento vai pensar, não mereço! Sou feio! Não consigo! Sou burro.

Eu [para os amigos]:
- Vou xingar meu filho de “filho da puta”, quando ele estiver em frente a um problema ele vai pensar – Minha mãe era puta, foda-se!

Palestrante[sobre astros, acupuntura e subconsciente]:
- Estes são os pontos no nosso corpo que correspondem a todo nosso funcionamento.


A viciada em livros logo procurou o ponto do intestino e começou a apertar ...

Eu[Não aguentei 2]: Vai, aperta o lugar errado que você vai ver! [pessoas riram e o telepata me metralhou]

Palestrante: Quem aqui tem problema de intestino? [pessoas se manifestaram]… Vocês podem estar engolindo coisas demais!

A que tinha problemas com os livros(e com intestino) levantou bruscamente rumo a porta sem nem se interessar pelos livros de astrologia.

Não sei se foi pelo gerúndio, ou por que a ultima coisa que engolia ha muito tempo era o japonês(o amendoim),  mas lá ia ela, eu pedi desculpa educadamente a socialite, peguei alguns amendoins, para a viajem, e meu amigo, antes que se interessasse por alguma empresa.

De qualquer forma, acredito que o que nós engolimos não interfere no intestino, engulam tudo que quiserem [com moderação, claro], coisas ruins acontecem por que acontecem, pelo menos prisão de ventre é só prisão de ventre, juro! Eu por exemplo, tenho, e quase nunca engulo nada. 

sábado, 12 de março de 2011

Esperando Surpresas, boas, ou nem tanto...


Nós sempre estamos buscando por surpresas, saídas da rotina, mas existem coisas que nós nunca esperamos que vão acontecer, coisas que nos surpreendem mesmo, no meio da noite, coisas tipo Kaoma virar Hit internacional na voz de J.Lo com sua interpretação de Chorando se Foi, sim, de quem um dia só me fez chorar (Se ela tivesse me ligado lhe presentearia com um CD do Calipso).


De certa forma a entendo, deixei há meses de almoçar no restaurante que eu comia[em frente ao meu trabalho] para comer em um à 5 quarteirões [que tenho que ir de carro] só porque cansei de comer mesma comida, o mesmo tempero, da mesma forma, J.Lo provavelmente cansou do óbvio e não gravaria mais uma versão de “The time of my life” ou de “Against all olds”, logo, lambada neles.


Nesse mesmo sentido uma amiga, que tem 29 anos, procura parceiros sexuais, só que no trabalho, mas ela nunca trabalhou, ela quer diferenciar e eu (incrédulo convicto) tenho que acreditar que ela está a espera de uma surpresa, será que é isso? Vivemos a espera de surpresas?


Para uma pessoa que não trabalha e não tem/teve um namoro fixo nos últimos 20 anos a rotina é sair a noite e encontrar pessoas de sexo desprendido, a rotina cansou, sexo casual com um saradão recém surgido em uma boate não é mais novidade [ainda que seja feito no banheiro aos 15 minutos da apresentação], talvez o “fácil” já não é atrativo e podemos estar diante de uma nova[velha] forma de insaciedade, aquela do que te falta.


Ela provavelmente esta a espera de uma carta de admissão milagrosa envelopada por um peito cabeludo[ou não], mas essa é a atitude certa a ser tomada? Esperar emprego/sexo sem nem enviar o currículo? [nesse caso um currículo acompanhado de medidas, preferências e underware]


Ja com outra pessoa conhecida que estava em um relacionamento possessivo, as exigências do(a) companheiro(a) a/o transformou em outra pessoa, resultado = término traumático e busca por novas experiências, mas todo mundo busca[inclusive eu] relações arrebatadoras que nos tiram da cama a meia noite, que aparecem do nada e mudam nossa vida, nos tiram do nosso mundo nos levando para uma casa no campo ao som de rocks rurais com carneiros e cabras solenes no jardim.


Só que anos após sair do nosso mundo, nos sentimos no espaço e queremos voltar a terra. Acredito ainda que no meu caso o novo ficou velho e já não consigo comer no novo restaurante, logo, voltarei ao antigo restaurante - gravarei a minha lambada, pisarei no meu mundo.


O fato é que se solteiro(a) quer um relacionamento conjugal, se casados, um extra, se desempregados, uma transa profissional, se gordos uma comida gordurosa, se uma estrela internacional, gravar uma música do Kaoma, é a vida.


E quanto a minha amiga desempregada? por enquanto vai ter que se contentar com essa surpresa, Chorando se foi/ On the floor [Kaoma rumo ibiza, quem diria?], até gravar sua própria lambada, enviar seu Currículo ou partir para outras coisas.


quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre Cães, filhos e acessórios

Mulheres, homens, jovens, adultos, todas as pessoas com um mesmo objetivo, reprodução. Se no meio de um bate papo(leia-se - festas de família, encontro de amigos ou um simples almoço de com colegas de trabalho) surgir o assunto Sexo ( e todos seus enlatados derivados - casamento, relacionamento, traição) chegaremos a um ponto, FILHOS, maior objetivo e/ou temor da maioria das mulheres ou homens.


Essa paranóia reprodutiva da humanidade é assustadora, principalmente para pessoas solteiras que não os tem, ou não querem ter, nada contra com o mundo familiar, mas parece que todo Brasileiro é meio italiano e sonha em ter milhares de pessoas com genes derivados dos seus em volta de uma mesa quando chegarem a terceira idade (ou é só vontade de ter alguém com a obrigação te sustentar no futuro?), enfim, se em volta das conversas que citei a gente fazer um pitstop mental (atenção, pitstop mental não significa mini-flashbacks e sim pitstop - os quais merecem um texto só deles), o que vamos perceber?


Mulheres na fase dos vinte e pouco procuram com desespero amor, sexo, paixão e no fim, uma argolinha dourada para enroscar os dedos... As de 30 também, mas não nessa ordem, Para que? por eles, miniaturas humanas, filhos. Dentre um desses pitstops mentais (eu tenho vários, as vezes acredito inclusive que eles foram feitos para mim-por mim?) realizei, Animais racionais ou Irracionais? Com qual filhote ficar? (falar o mais peludo seria irrelevante - as vezes).


Um filhote humano exige atenção, mas é fofo e grato(enquanto filhote), aconchegar um bichinho desses no colo e conseguir acalma-lo é uma das coisas mais incríveis do mundo, o riso, o choro, a interação que a racionalidade propõe é incrível, ao contrário dos nossos outros filhotes, irracionais (que não interagem tanto - talvez por não serem da nossa raça) que só choram e por não terem suas fraldas anatomicamente perfeitas fazem necessidades em nossa sala (sim, diferente dos outros eles já chegam andando), logo, há um empate técnico entre os filhotes, enquanto um não oferece interação e lhe falta fraldas no mercado o outro tem de deficit de independência.


Durante a infância os custos/benefícios são correspondentes aos dois tipos de descendentes, a um filhote homem você ensina a fala, ao/au filhote cão você ensina dar a pata, ao filhote homem você paga cerca de 3 salários mínimos pela boa alfabetização, ao/au filhote cão você se dá por satisfeito por ele não fazer caca no chão (não, a rima não foi proposital), e para isso, não gasta mais que meio salário mínimo.


Mas vamos ser diretos, se você cansar de seu filhote irracional, pode doa-lo a um parente próximo ou mesmo a um desconhecido com o mero pretexto que seu apartamento é pequeno demais para algo que está tomando muito espaço, se seu filhote racional começar ocupar mais que um quarto você terá que arrumar um apartamento maior, pois pois doar filhotes racionais tem um nome jurídico, adoção ou abandono, e se deixar com um parente próximo por mais de um final de semana das duas uma, ou perderá um ente da família ou nunca mais conseguirá um babá de final de semana.


Continuando sem as meias palavras que deixamos para traz no ultimo ato, quando seu filhote irracional vai ganhando as formas que levarão a vida adulta, quando ele procriar, ainda que por obra do acaso, mais uma vez poderá doar os filhotes, ou quem sabe vender, podendo ser muito lucrativo, agora, vende um filhote de sua cria racional, ainda que seja no mercado internacional, só Deus - e seu advogado - sabe quanto tempo você ficará na cadeia, ou seja, filhos de filhotes irracionais = lucro óbvio, filhos de filhotes racionais = lucro incerto(chave/tranca de cadeia) ou mais 4 salários mínimos por mês(melhor, menos).


Por fim, o ponto decisivo, ao chegar aos 15 anos seu filhote racional entrará na pior fase da sua vida(será pior para você que para ele), se envolverá com drogas, ou entrará em crises que custarão muito mais que os 4 salários mínimos inicialmente previstos, e o filhote irracional? O que faz aos 15 anos? Morre.


POR CIMA OU POR BAIXO?



Se observarmos, várias vezes no dia-a-dia nos deparamos com essa pergunta, vezes indiretamente, vezes diretamente, como por exemplo: Cobertura do Sunday, por cima ou por baixo? Cachorro quente, queijo por cima ou por baixo da salsicha? E o molho!? Enfim... muitas coisas na vida se resumem em “por cima ou por baixo” e não é tão simples assim decidir por uma posição.

Travesseiros por exemplo aconselha-se 2, um por baixo da cabeça e outro no meio das pernas (meio - uma nova posição), particularmente prefiro um embaixo da cabeça um em cima da cabeça(para proteger a sinusite do ar condicionado) e outro no meio das pernas (meio - a velha posição), mas acredito que isto é variavel de pessoa para pessoa, conheço gente que dorme com 2 de uma só vez e acha o máximo, conheço pessoas que dispensam todos e atingem o objetivo, mas então, se há tantos viés para uma pergunta tão direta, porque a necessidade de nos definirmos?

Os rótulos acompanham a sociedade, fato, assim, devemos nos apresentar as pessoas demonstrando nossas preferências?

- Prazer, Paulo, por cima, as vezes.

É necessário ser tão direto nos relacionamentos ou podemos deixar o tempo trazer as preferências? Precisamos ter preferências? Ao fazer essa pergunta as pessoas conseguimos definir vários tipos posições, que nos levam a outras apresentações:

As bem dispostas:

- Prazer, Maria, por cima, por baixo e de ladinho.

As reprimidas:

- Prazer, Cristina, tenho que falar isso? sei lá, que papo estranho.

As assanhadas:

- Prazer, Manoel, por cima e TAMBÉM por baixo.[sim, o também faz toda a diferença e inclui uma quarta posição - ou uma terceira pessoa.]

A questão é, por mais direta ou constrangedora que é a pergunta, o que a torna é a forma com que fazemos, ou respondemos, é sobre sexo sim, sexo e outras coisas, no meu caso, molhos por cima, queijo por baixo, na maioria das vezes, e travesseiros no meio, SEMPRE.

Logo eu, que sou melhor com a boca que com os dedos..



Em determinado momento na vida do ser humano, ele precisa tomar uma atitude, fazer algo que lhe faça bem, que mude, que goste, como trair o cônjuge, fazer sexo a três, fazer um novo sexo a dois, pedir demissão do emprego ou escrever um blog, não que eu goste de escrever, eu sempre fui melhor com a boca que com o português em geral, mas infelizmente radio novelas estão fora de moda.


Logo, me dedicarei a colunas, pois mereço o direito de me pronunciar, todas pessoas merecem um momento para ser elas mesmas, mesmo que ninguém presencie o fato, pelo mero motivo de em meio tanta confusão não poder expressar algo que não seja relacionado ao trabalho, estudo, ou até mesmo sobre as festas que aconteceram esse final de semana nessa “grande” ilha lost.


Uma coluna através de um blog trata de comunicação(sexual ou não), é uma forma de fazer com meus dedos o que eu já faço com a boca (interessante?), é mais que falar de sexo, é potencializar os pensamentos transformando em palavras [sim, trazer da cabeça para os dedos - e se mete os dedos de novo = masturbação gramatical?].


Não que eu não pense em nada importante (muito menos que sexo não seja importante), claro que as vezes tentamos solucionar o problema do aquecimento global, da pobreza, que também incomoda, mas podemos ler tudo isso na parte de política dos jornais, nas colunas de críticas e pensamentos, isso aqui é mais daquele tipo de coisa que fica entre o caderno de social e os classificados(perto dos anúncios de garotos de programa, mas antes dos imóveis e notas de falecimento).


O importante é exercer o direito a falar, e por isso falarei, não prometo redações perfeitas, mas garanto algum tipo de prazer[ainda que seja só meu, no final - ou ninguém ai nunca teve uma relação que o teve sozinho?].