sábado, 20 de outubro de 2012

Membros de/e Ex's


Terminar um relacionamento antigo deve ser como quebrar uma perna, é doloroso, impede que façamos coisas que estamos acostumados a fazer e pior, sempre que se faz um novo movimento.. dói! Mas não dói de uma forma comum, dói como se você soubesse que aquele membro ainda está ali e é você que não consegue mexer, pelo menos não por enquanto.

É obvio que todo mundo sabe que em algum momento aquela parte do corpo estará novamente enrijecida, mas até lá precisamos nos apoiar em outras coisas, as muletas, uma forma artificial de se apoiar, e se movimentar. Nos primeiros dias é difícil, pois não sabemos exatamente onde encontrar uma, no meu caso muletas caíram de toda parte, algumas foram trazidas pela família, outra por amigos e no fim tenho tenho três, apesar de só ter uma perna engessada.

Tudo é muito parecido,  a ansiedade de estar preso na cama se aproxima bem a vontade de comer o mundo pela falta de alguém, o que me resultou em uma madrugada inteira de bolinhos fritos, única coisa capaz de fazer uma pessoa machucada ficar feliz, até ter uma dor de barriga, óbvio, única coisa capaz de fazer um saci descer três vãos de escada.

Espalhando gesso por toda casa, a cada degrau uma batida, seguida de "ai", "ai", "ai", quanto mais eu descia, mais sentia o quanto de verdade eu tinha me machucado.

Voltando a cama, aos travesseiros e às frituras sinto uma dor latejante , que me faz desejar retirar este membro como se fosse só uma bota, mas ele está ali, bom seria se os relacionamentos saíssem assim de nós, como um sapato, e as dores também, mas não, acredito que precisamos de um tempo para confiar novamente na nossa pisada, para que a dor acabe e sejamos novamente firmes, a cada um é necessário um tempo, a mim o médico estabeleceu 15 dias, mas por enquanto... já consigo voltar a escrever.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

De volta a noite.. Parte II, so dust off your fuck me pumps.

Entre uma e outra explosão, encontrei uma das meninas mais lindas que já conheci, e ela continuava linda, do mesmo jeito, incrivelmente do mesmo jeito, entediantemente do mesmo jeito… O que nem é tão bom assim, todos os bombados estavam em volta dela, ela realmente é o máximo.. mas, quando os 30 se aproximam… os saltos, as gucci's e os vestidos podem não ser o suficiente, so dust off your fuck me pumps.

As pessoas precisam entender que beleza é como um carro do ano… inteligência é como um imóvel antigo com vista... Carros do ano são chiques e significam status, são imponentes e chamam atenção.. mas vista para  o mar.. dura pra sempre!

O problema é que ninguém pensa na vista quando ta bêbado em uma boate!

Mas Dora encontrou outras coisas, ou melhor, outros, no meio da pista, se acabando e considerando justa toda forma de amor, e assim a noite passou, com muitos beijos e poucas promessas, ou seja: zero envolvimento.

Doralice decidira não se envolver ali, não naquela noite, para afastar todos os males e acordar melhor como se a promiscuidade fosse o elixir da alegria, confesso que ali, acreditei que era, mas no dia seguinte….

[telefone…]

- Ta melhor né?

- Não, ainda to um lixo!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

De volta a noite.. Parte I




Antes que esqueçamos de como faz sexo ou outras coisas… Na ultima noite, em nome da ciência [in case - literatura] , I got served a little bit too much of that poison, baby. Last night, I did things I'm not proud of and I got a little crazy, e agora eu nem lembro o meu sobrenome… mas do que se pode lembrar, segue abaixo.

Doralice estava um pouco deprimida, precisava sair, logo.. vamos para a nova boate "do momento", chamada Royal Clube, ela se envolve um pouco demais, e assim como a maioria das pessoas, demora para perceber quando ele não esta mais afim, quando é só uma noite, quando não vai ser um relacionamento… 

E a noite começou na mortalidade.. é incrível como nesta ilha se deixarmos de sair um ano todas as pessoas te esquecem como em um piscar de olhos… De volta as filas imensas das boates, sim, perdemos quase que instantaneamente o livre acesso às entradas vip's (nada que não recuperemos com 2 meses de saídas, mas ser mortal cansa, e embriaga).

A única forma de agüentar uma hora de fila antes do evento é… bebendo.. e assim foi.. pessoas interessantes estavam ali [certo que algumas só passaram por ali, pois não precisavam enfrentar fila] o grupo de garotas recém-solteiras, que vão pegar todos, o grupo de caras bombados prontos para pegar todas, que provavelmente não vão pegar ninguém, os caras barrigudinhos e com dinheiro, que vão pegar todas as "interessantes" que entraram sem enfrentar fila antes da gente, e... nós, os recém re-convertidos a noite! 

Converter-se é mudar de caminho, retornar, voltar ao rumo anterior, sim, este era nosso objetivo, nós temos mais que vinte anos, e temos mais de mil perguntas sem respostas, e provavelmente estamos ligados num futuro blue.

Dora aproveitou os últimos minutos onde caberiam conversas e desabafos e refletiu sobre os envolvimentos, como nós, meros mortais, sempre pulamos de cabeça e acabamos sentando a cara na parede… 

Meia hora mais tarde… Arriba, abajo, al centro y adentro! Uffa, solteiras mais solteiras, gordinhos menos gordinhos, bombados mais bombados,  carentes mais felizes, todo mundo um pouco mais interessante e o ambiente definitivamente mais quente…rs… Arriba, abajo, al centro y adentro! E logo parece que saímos de um clipe de katty Perry… Yes we have fireworks, graças ao Cuervo.

sábado, 4 de junho de 2011

Coito Prolongado - Parte II

Desistindo de ouvir CNN coloquei o cd para tocar.. e ainda pensando sobre a prolongação da manifestação pensei em outra noite, em uma advogada amiga compartilhando aventura…

- Doralice Tartáruga:  Um Advogado que trabalha comigo tá dando em cima de mim, me chamou para ir no cinema no meio do escritório pela internet..
- Eu: Mentira!
- D.T.: Verdade! E eu disse que vou! Nos conhecemos hoje e ele disse que estava encantado comigo..
- Eu: Mentira!
- D.T.: Ele disse me quer trabalhando na sala junto com ele, disse que tinha lugar na mesa dele..
- Eu: Mentira!
- D.T.: Só que ele tem 3 filhos, um de cada mulher, ele deve fazer isso com todas, deve estar querendo o quarto…
- Eu: Verdade! 
- D.T.: Mas eu já disse sim… né?
- Eu: E porque não desmarca?
- D.T.: Claro que não vou! Sou uma mulher de palavra!

Doralice sabe que o Dr. Coelho não é o tipo de homem com quem ela terá um relacionamento sério, mas mesmo assim vai mantê-lo, provavelmente até que pareça outro Encantado, ou que ela fique gravida do quarto rebento.

Prolongamos automaticamente qualquer tipo de relação, boa ou ruim, mas porque insistimos nisso? Não sei, mas é bom viver uma paixão, ainda que ela tenha acabado, a postergamos de várias maneiras, Doralice e minha Personal encontraram a forma delas, as vezes levamos adiante a relação só para tentar viver aquilo que não vivemos ainda, mesmo o caldo não sendo mais tão bom… Com o exercício dos movimentos, acabamos cansando os músculos e perder o momento exato em que deveríamos ter expelido o resultado do prazer.

E esse é o ponto, não perder o momento de gozar aquilo que nos dispomos, a tentativa exaustiva pode chegar ao ponto de o objeto de desejo perder o encanto... Logo, vale a pena tanto esforço quando o meio pode atrapalhar o fim?

Se prolongamos alguma coisa que já expelimos outras vezes é fácil prever o resultado, ainda que postergado, ainda que perdido… Outras coisas não, e deve ser por isso que não sei se amo, ou se já amei, acredito que só vou saber quando chegar no final da vida, se o amor ainda estiver lá, foi para sempre, então conheci o amor… e posterguei o sentimento suficientemente. Acredito no "para sempre", talvez mais que no amor, mas não é porque não encontrei[ou identifiquei], que ele não exista… Funciona com algumas pessoas, com minha avó funcionou…

Independente do assunto, acredito que aproveitar o momento é não segurar os impulsos, independente de longo ou curto.. será bom, ainda que para isso nós tenhamos que suportar um pouco de dor, e na "hora h"  entendemos que algumas coisas tem que durar o tempo exato para ser bom, ainda que seja rápido.. acho que acabamos descobrindo que o que certamente gerará prazer é aquilo que dura para sempre, no meu caso as vezes é uma amizade que torna os pesos da academia mais leve, outras que me arrancam gargalhadas durante as noites, é o que tem pra hoje... Onde eu vou nascendo outra vez, e eu vou me esquecer de tudo, das dores do mundo, não quero saber quem fui mas sim o que sou e vou.. me esquecer de tudo.. todas as dores.. eu só quero saber dos seus, dos nossos amores.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Coito Prolongado - Parte I


Quinta feira, 06:30 horas da manha, Vitórinha está em caus, de acordo com a CNN, manifestantes estudantis fecham o transito das principais avenidas exigindo benefícios que provavelmente não receberão, às 08:40, depois de conseguir avançar 500 m no transito e 02:10 hs no dia, o líder revolucionário, que chamarei carinhosamente de Antonio Conselheiro, se manifesta a imprensa:

A.C.: Nós quer é que seja deferido nossos pleito!  E decidimos prolongar a manifestação durante todo o dia, NÃO LIBERAREMOS AS RUA! [SIC]

[Sim, provavelmente um dos "pleito" deveria ser o estudo aprofundado do plural e concordância na escola dele]   

E ali, escutando aquela declaração oficial, fui forçado colocar um CD, e ficar mais duas horas refletindo sobre a necessidade do ser humano de prolongar coisas que não vão conseguir segurar. Estamos sempre tentando prolongar aquilo que buscamos, o gozo é um exemplo, conheço pessoas que se dedicam ao estudo de sexo tântrico a fim de prolongar a sensação de prazer… mas… será que prolongamos também aquilo que nos causa sofrimento? De fato queremos coisas intermináveis, beijos intermináveis, prazer interminável, relações que durem para sempre… Boas ou ruins, sempre esperamos que elas sobrevivam, e prolongamos elas… sempre…

…enquanto isso, na academia...

Personal: Vamos, você terá que levantar o peso em 3 sessões de 12 movimentos mantendo a cabeça alinhada a coluna.

Eu: tudo bem..

- 1, Acredita que Perseu voltou para a namorada enquanto ficava comigo… [Perseu é um garoto com quem ela iniciara um relacionamento e não investiu muito]
- Ah é? Mas você achava que ele era Ga…
- Abaixa a cabeça… 2, Sim eu achava que ele era gay, ainda acho, mas ele voltar para namorada ainda ficando comigo…
- Você já não queria ficar com ele…
- 3, Mas não esperava que ele terminasse comigo ficando com outra.. pensava que ele estava ficando só comigo..
- Mas você ficava só com ele?
-  Aham…4
- Tá bom…  [com duvida]
- ABAIXA A CABEÇA! 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12. [com raiva]

Ela acredita que Perseu é gay, não quer ficar com ele, mas queria prolongar o relacionamento, pelo menos até encontrar outro relacionamento... ou estabilizar em um dos que tem. O fato é que ninguém quer ficar sozinho, queremos coisas eternas, prazeres eternos, sofrimentos eternos, companhias eternas… Mas as vezes perdemos o momento exato de parar… 

[continua… Eu também gosto de prolongar]

sábado, 14 de maio de 2011

Acordar em cama de solteiro.

Depois de uma certa idade deixamos de fazer certas coisas.. Sexo em cama de solteiro, por exemplo, tomar porres de cerveja e freqüentar festas com entrada franca…  Mas como sou contra qualquer recusa, lá estava eu, em uma festa estranha com gente esquisita… Universidade Federal, não agüento mais birita, quem diria que o campus se transformava a noite em Rave, Boate, centro cultural, era como se a qualquer momento fosse encontrar  Bob Marley e Che andando por ali.

Pessoas de vinte e poucos anos, bem poucos, acredito que quase ninguém ali chegava a ter os vinte anos de verdade… quando, de repente,  ouvi  "'ll tell you what I want, what I really really want, So tell me what you want, what you really really want, I wanna, I wanna, I wanna, I wanna, I wanna really really really wanna zigazig ha. " seguida de um grito...

Cristiane F. - Uhuuuu… essa musica marcou a minha infância!!! 
Eu - Quantos anos ela tem?
Vanessa - 18.
Eu - Precisamos sair daqui. 

Eu precisava sair de perto dela, não sei se por ela estar chapada e chata, ou  por ter um acompanhante emo, ou simplesmente porque me incomodava o fato que em 1993, quando Spice girls invadiram o planeta gritando "I WanaA", ela era só um feto, e eu... dane-se o que eu era em 1993. 

Como se não fosse o suficiente, ainda veio aquele momento "Ta tudo errado na minha vida", e isso aconteceu quando me perguntaram que curso eu fazia, confesso que me  caiu como um elogio, afinal tinha aparência de 2.0, mas eu só consegui responder… nenhum, eu não estudo aqui.

Mas nem tudo foi desastre, nessas festas encontramos pessoas bonitas (no meio de aberrações), pessoas normais, como nós, da nossa idade, alguns que ainda não sabem que tem a nossa idade, outros que também foram experimentar um prazer diferente, como cerveja por R$ 2,50 ou pessoas por muito menos.

Logo, se está na cidade, sem dinheiro, sem vida sexual e sem dançar, não há motivos para ficar em casa, se dirija a Universidade Federal mais próxima. Agora se você, como eu, ganha mais que alguns salários mínimos, já passou da fase de experimentar drogas e sexo inseguro… Vá para Royal, se sentirá melhor ainda que a bebida, o sexo ou as drogas [para aqueles que não conseguiram só experimentar] sejam mais caras .

E a noite se resumiu em cantadas baratas, risadas contínuas, porre de brama e R$ 20,00 bem gastos, algo que não acontecia desde que eu também estava na faculdade, foi bom voltar, mas melhor foi acordar e perceber que eu voltei, fui a festas liberadas, tomei porre de cerveja e acordei aqui, na minha cama de casal.. porque cama de solteiro, não mais.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Confusos(as) Vs. Complicado(as)

Existem vários tipos de pessoas no mundo, até aí tudo bem, o problema acontece no momento em que duas pessoas diferentes decidem dividir o mesmo espaço, se este espaço for a cama, por incrível que pareça pode até ser bom, mas se não for… surge a questão: Sexo bom, interesses opostos.. Funciona?

Entre mulheres e homens encontramos duas diferenças básicas, mulheres nunca dizem sim, homens nunca dizem não. Repare, um homem nunca diz que não está a fim de você, para ele é mais fácil deixar você esperando a ligação no dia  seguinte,a resposta do email confuso que você acabou de enviar, ou dos 30 torpedos que encaminhou avisando do email, e o explicando. Por sua vez, uma mulher, ao invés de dizer que sim, que quer, que adorou, fica o "pós-sexta-feira" inteiro sentada ao lado do telefone esperando um sinal, a resposta do email, ou de um dos milhares torpedos que enviou [claro que homens e mulheres é uma forma de classificar, pois existem homens cheios de não's e mulheres cheias de sim's].

Existem outras diferenças que é comum entre pessoas, eu costumo classifica-las em Caças-Palavras e Palavras-Cruzadas, pessoas Palavras-Cruzadas são confusas, te deixam confusa(o), o que tem ali são somente espaços para que você preencha e no fim você nunca vai ter a certeza que colocou ali a palavra certa, os espaços serão preenchidos com o que você espera que seja,  essas pessoas não dizem não nem sim,  elas deixam lacunas para que você mesmo(a) descubra, essas pessoas são interessantes, tomam bastante do nosso tempo, e geralmente são aqueles que recebem milhares de email e torpedos… pessoas Caças-Palavras são menos intrigantes, mas muito mais divertidas, no começo é tudo muito complicado, você vê várias letras soltas que parecem não fazer o menor sentido, mas basta um pouco de sagacidade, paciência e boa vontade para encontrar as primeiras pistas, e depois que você as vê percebe que tudo sempre esteve ali [como porta bandeira do jogo], e tem certeza do que está escrito, não resta dúvidas ou dívidas, depois de desvendadas descobrem-se muito mais fáceis e leves que as eternas interrogações das palavras cruzadas. 

Claro que obviamente todas as pessoas sem seus "sim's" são totalmente atraídas pelas pessoas que possuem "não's" impronunciáveis… será que os opostos se atraem mesmo então? Acredito que isso possa acontecer na cama, nos primeiros meses, mas e depois? Depois ou se revela aquilo que foi suposto ou estamos fadados a relacionamentos complicados, ou confusos, mas não me perguntem como sair de uma confusão.

Enfim, cada um decide o que pode aguentar [literalmente] pois possuímos no mundo pessoas para todas as línguas e tamanhos, acima de tudo precisa haver o encaixe, mas quando há o encaixe e não existe frequência, sintonia? E sintonia sem T? E sintonia e T sem interesse?

Certas perguntas não possuem resposta… Certo é que há pessoas que dormem na cama com os pés para cabeceira, pessoas que giram na cama a noite inteira, pessoas que comem na cama enquanto outros, detestam comer[ou que outros comam] em suas camas[ou em outras camas]… 

Bom seria se todo mundo viesse com um memorial descritivo, mais ou menos assim: Nome/Sobrenome - Como sorvete na cama, Durmo feito um relógio de ponteiros, me considero um caça-palavras e estou aprendendo a falar os sim's e não's, simultâneamente e bem devagar [tenho queda por "palavras cruzadas" mas prefiro aquelas que quando se vira de cabeça pra baixo encontra-se as respostas]. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Plaft Plaft Plaft..

Carlota acabou de voltar da Europa, logo, reunião para matar as saudades, logo que cheguei ela confirmou que voltará para Europa e ficará na frança por mais um tempo como bolsista em um centro de pesquisa (se nada der certo vou virar baba dos filhos dela na e receber em euros), a notícia significou, tem que ver isso ai! Voltamos ao papo de mesa, e o assunto? Relacionamentos, Casamento e Filhos... As maiores preocupações das pessoas de trinta ou quase trinta, enfim, depois de rever todas as estórias e questões do escolhendo cachorros (com destaque para: Como posso confiar na masculinidade de um homem que segura a marguerita na ponta dos dedos - e só bebe marguerita) chegamos a algumas conclusões ou  outros questionamentos:

Homem que é homem tem que beber cerveja e chop? Tem que coçar o saco e ter um estomago bruto?   O que você pensa se no lanche no primeiro final de semana junto o cara pedir um  carpacio com salada de rúcula? Moça! Homem não pode exibir um estomago sensível no primeiro encontro, da mesma forma que mulheres não podem assumir o x-tudo no primeiro encontro, ninguém precisa saber o quanto você gosta de mortadela, bacon e torresmo até que assuma que te ama. Vai por mim, significa!

Além disso, concluímos também que Filhos não são previdência privada [não sei se quero ter os meus, mas se tiver, vai ser quando eu não precisar projetar nada em ninguém], ou seja, quando ficarmos velhos e velhas, nada de ir infernizar a vida da pobre da nora, paga um bom plano bancário e vai para um asilo bonitinho [PORRA], claro que todos vamos cuidar dos nosso pais caso necessário, mas transferir para os nossos filhos que eles DEVEM fazer isso é muito "perestróico" para nossa geração.

E para não dizerem que nossa geração só falava em relacionamentos, chegamos a algumas conclusões a respeito de música brasileira (buteco também é cultura), se você quiser se apaixonar (ou que alguém se apaixone por você) vá a um pagode, uma pessoa que ouve sorriso maroto é muito mais propícia a se apaixonar louca e definitivamente que qualquer outra, se você quiser só uma fugidinha romântica, vá ao sertanejo, se procurar por bom sexo, vá ao funk, um homem  que consegue atingir a velocidade 6 no Créu pode fazer qualquer mulher feliz, e uma mulher que consegue dançar o refrão inteiro de Curtir a Vida - MCk9 (quer saber a letra joga no google porque não vou abaixar - mais - o nível disso aqui) certamente vai se sair melhor que Sharon Stone em Instinto Fatal [pensei em Kim Basinger - 9 semanas e 1/2 de amor, mas isso denunciaria minha idade - não que Instinto Fatal seja atual].

Foi quando Kátia Flávia, sim, tipo aquela loiraça beuzebu, provocante, gostosona, gostosona e provocante, que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas, dessas com armamentos bordados [Calcinha de morango, Calcinha geladinha, Calcinha de rendinha, Calcinha de morango, Calcinha geladinha, Calcinha de rendinha], minha amiga, melhor, amiga de Carlota e de quebra minha amiga, começou a falar sobre sua vida amorosa, acaba de sair de um relacionamento com um homem que conhece há anos e com quem mantém este caso por 05 meses, ela estava desesperada porque ele só a tratava como amiga e todos tentamos saber como a garota cantada por Fernanda Abreu não conseguiu manter um relacionamento com o tal...

K.F.: Ele disse que não namorava há três anos, e que eu era a única que mexeu com ele, mas não era o suficiente para um namoro. Então começamos fazer a pós juntos, claro que eu com esperanças.

Eu: mas porque você desistiu da pós no primeiro dia?

K.F.: Ah, porque não dá para conciliar com meus outros objetivos. Ficamos na pós graduação, ele o tempo todo fingindo que eu era uma amiga, você viu.

Eu: Pensei até que era gay, apesar de não ver ele bebendo margueritas..

K.F.: Então chegamos em casa, quando cheguei no portão ele esticou o braço nas minhas costas e tentou me beijar, ai eu disse: Olha, acho melhor a gente continuar amigo, não vai dar certo.

Amiga: Mas por que você não ficou só por sexo?

K.F.: Poxa, não é bom fazer sexo antes do namoro...

Amiga: Não, não é bom fazer sexo no primeiro encontro.. isso que você ta falando é uma nova regra.

K.F.: Mas ele nunca iria me respeitar...

Eu: Cinco meses só com beijinho e  cinema? Obvio que ele iria pular fora, tinha um namoro sem o mais divertido, é como comer o passatempo sem recheio...

K.F.: Eu ficava subindo pelas paredes, mas não adianta, homem não respeita mulher que faz sexo antes do namoro, a melhor amiga dele inclusive me avisou que se eu fizesse sexo antes do namoro ele com certeza me daria um pé na bunda porque ele é extremamente machista.

Eu: Idiota, ela queria ficar com ele! obvio!

Amiga: Eu acho essa questão de sexo na primeira noite muito relativo...

Eu: Pois é, vai que é mágico, que toque sinos..

Amiga: Sinta borboletas no estomago.. ouça um sinal...

K.F.: Ai gente, eu nunca ouço nada, no máximo um Plaft Plaft Plaft Plaft...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Doenças, transmissíveis ou não…

Qual a reação de qualquer pessoa normal quando descobre que alguém muito, muito próximo está seriamente doente? Procurar todos os médicos possíveis para fazer todos exames existentes a fim de encontrar todas as doenças impossíveis, porque todos nós achamos que, ainda que sem qualquer contato físico, ou que não se passe através do mero contato físico, adquirimos de alguma forma psicossomática a enfermidade em questão.

E comigo foi exatamente o que aconteceu, mais ou menos nessa ordem: Dor nas costas; vai ao médico; ortopedista; vai à outro; raio-x; tem que ser ultra-som; melhor tomografia; Faz ressonância; contraste deu enjoo; engole o vomito porra!; Pode ser câncer; CÂNCER? É Câncer, FUDEU!
E assim, fuderásticamente, se descobre o maldito, é claro que de uma doença se tira várias coisas, positivas ou negativas, mas aqui não é momento auto-ajuda, então.. E la vamos nós! Descoberto o câncer, se inicia uma bateria de exames, no doente, e em mim, sendo vários deles verdadeiramente constrangedores, a citar:

Urologista:
-       Qual o problema meu filho?
Eu:
-       Câncer doutor, no testículo;
Urologista:
-       Vamos examinar…
-       Não estou achando nada… Quais foram os sintomas?
Eu:
-       Na verdade nenhum doutor, desde que um amigo meu descobriu câncer no testículo eu to sentindo um incomodo  I-N-S-U-P-O-R-T-Á-V-E-L que mal consigo andar;
[aperto seguido de dor, leia-se: D-O-R]

Ele me dispensou depois disso, acredito que até hoje ele pensa que eu só fui la para ele pegar as minhas bolas, juro que não! Realmente estava sentindo o incomodo, até apertarem meu saco [porra].

Logo após cessar a dor nos testículos[disse testículo em uma tentativa, acredito que frustrada, de elevar o nível do texto],  descobri um caroço logo acima do meu esofago, por meio do google descobri que o Câncer nessa região é o mais mortal, marquei no outro dia um gastro (médico que analisa a parte mais próxima do esofago que eu consegui) e assim descobri (e vocês que estão se apalpando descobrirão também) a ponta do meu externo(osso que liga as costelas).

Depois da paranóia inicial, vamos ajudar quem realmente está doente, essa parte já foi mais complicada, assim:
-       - Quimioterapia, vou vomitar! [doente]
-       - Não vai ser a primeira vez, pelo menos não é por vodka! [Eu]
-       - Choro [Doente]
-       - Abraços [Todos nós]
[Dor de cabeça, dor nas pernas, cansaço]
-       - Gente, deixa ele sentar, ele não ta bem! [doente, falando de mim]

Dar apoio nesse momento envolve várias coisas, inclusive não falar que “seus sentimentos que trouxeram a doença”, além de ter que enfrentar tudo [quimio, enjoo, vomito, dor muscular, rosto amarelado e boca branca] a pessoa ainda tem que pensar que aquilo é culpa dela? Não! É demais, mas é claro que não é fácil saber o que dizer nessa hora, eu, resolvi fazer o que eu achava necessário, da minha maneira, que foi:




Eu:
- Rosangela, tem horário para hoje?
Ro:
-  Para fazer o que?
      Eu:
      - Raspar tudo.
      Ro:
      - Mas porque menino? Ta doido? Revoltou?
      Eu:
      - Mais ou menos, rs, vou precisar enfrentar a quimioterapia.

[Ela quase chorou, eu chorei, depois, pelo câncer e pelo meu cabelo]

[telefone]

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Escolhendo os Cachorros...

Se você não for do tipo olhar penetrante, sorriso sexy ou beijo inesquecível, você provavelmente não será escolhida(o) de cara para qualquer coisa, logo, terá que escolher um parceiro para o jogo, brigar por ele, ou simplesmente contar com a sorte.

De fato, eu nunca fui do tipo que é escolhido(a) para o primeiro time, não tenho uma beleza inigualável, porte atlético ou habilidades com braços, pernas ou língua que me destaque dos demais mortais, para pessoas como nós as coisas são mais difíceis? ABSOFUCKLUTELY!

Não por uma questão de beleza exterior, faço parte de uma geração que perdeu a crença em romance bem antes do naufrágio do Titanic no Oscar, e talvez por isso, não vejo e/ou acredito que algo mágico trará parceiros ideais para nós. Mas até onde a mágica e/ou a beleza determina nossa aptidão para nos envolver em relacionamentos?

Tenho uma amiga que mora no exterior, a chamarei de Carlota, Carlota Joaquina, moça bonita, inteligente e realmente interessante mas, com o dedo podre.

Juro que eu pensava que ares nórdicos e o próprio fuso diferenciado mudaria as relações, mas não, lá do outro lado do oceano ela escolheu um brasileiro, possessivo, de sexualidade indefinida e, pior, brocha [você vai me dizer que é culpa dela, juro que não é].

Com o término deste "relacionamento" ela conheceu um cara dos sonhos, bonito, firme, com pegada e, principalmente, erétil [ufa], era brasileiro também, e no fim, descobriu que era comprometido, mas ao invés de terminar, continuou, afinal, ninguém sabe se as relações existem e devem ser respeitadas do outro lado do trópico.

Casamentos não possuem validade documental fora do país, logo, na teoria, namoros muito menos.

O fato é que, ao escolher não somos escolhidos? Como saberemos se a escolha é certa se não temos sentidos mágicos aguçados (se depender de ouvir sinos ou grandes acontecimentos astrológicos ficarei para semente).

A ultima vez que escolhi de fato um parceiro está fazendo 9 meses no próximo dia 15, e a história foi assim:

Descobri um exemplar no meu estado do mesmo tipo que eu queria, não tinha certeza de sua genuinidade, até por não conhecer seus ancestrais, namorei por meses aqueles cabelos louros e olhos cintilantes, porém, não senti aquele frio na barriga e/ou situação magica de encontro entre duas almas…[fiquei em duvida].

Quando me decidi, e fui atrás daquele que eu queria, não o encontrei, tinha sido conquistado, por alguém mais rápido e/ou determinado que eu, alguém que ouviu sinos, talvez, alguém que não duvidou que ter um golden retriever macho em casa seria uma bagunça, ou que ele teria cara de vira lata por não ter pedigree.

Dias depois recebi uma ligação do dono do canil, falando que sobrou uma filhote, magra, miúda, com pouco pelo e muita sarna, fui e a trouxe, com um híper desconto e coceiras de brinde, morrendo de medo de ela virar uma golden-lata, hoje, aos nove meses, ela arranca suspiros por onde passa, e mesmo sem a mágica inicial, ela me ama como quase nunca me senti amado [talvez para compensar a coceira por dois meses].

Assim como Carlota, eu também não esperei meu momento mágico, ou meu exemplar perfeito, e acredito que quando encontrar alguém, ainda que não tenhamos um início surpreendente e cinematográfico ou moralmente lindo, vai ser real, e as vezes, ainda que não dure para sempre, a gente vai se sentir amando como quase nunca.